‘Top Gun – Maverick’, um filme sensacional que ‘só faz efeito’ na telona do cinema

O giga ator, diretor e produtor Tom Cruise (60 anos), que todo mundo diz é que super gente boa, estava sendo cobrado obsessivamente pelo público e por colegas de cinema sobre uma sequência para “Top Gun – Ases Indomáveis”, de 1986, há 36 anos.

Cruise sabia que fazer a continuação de um dos maiores sucessos de bilheteria da história do cinema – faturou 400 milhões de dólares (a maior de 86) – seria um brutal desafio. Afinal, as lendas moram no Olimpo.

Cruise decidiu filmar “Top Gun – Maverick”, mas com uma condição: teria que ser um filme pensado, projeto, roteirizado para as telonas do cinema. Por isso, quando convidou o diretor Joseph Kosinski, essa foi a condição.

Viciado em cinema desde pequeno, poucas vezes um filme me mobilizou tanto como “Top Gun – Maverick”, que está em cartaz em todas as salas. Nós, na plateia, seguramos na cadeira, viramos a cabeça para trás, jogamos o corpo para o lado, com as impressionantes manobras dos caças F-18, da Marinha dos Estados Unidos.

Significa que assistir “Maverick…” na telinha da TV em o áudio 5.1 ou, pior, no celular (urgh!) é o mesmo que jogar o filme no lixo.

Piloto, Tom Cruise não usou dublê em suas cenas. Além dos F-18, Marinha e Aeronáutica dos Estados Unidos usam os caças F-35 Lightning II, F-22 Raptor, F-15 Eagle, F-16 Fighting Falcon, F-15E Strike Eagle, F-117 Nighthawk.

Há umas décadas atrás, uma distribuidora de filmes mantinha o slogan “Cinema é a melhor Diversão”. E era mesmo. No entanto, a realidade do varejo dos costumes invadiu as ficções e transformaram super heróis em gente comum. Homem Aranha chegou a perder os poderes, Batman caiu em depressão, Super Homem também se tornou falho e vulnerável. Ou seja, a gente paga o ingresso (acaro) para se livrar dessa realidade torpe e revoltante para assistir as vitórias de nossos invencíveis super heróis e começamos a dar de cara com drama, choradeira, fraqueza. Sim, fraqueza! Não queríamos ver nossas fraquezas na tela e sim um mundo sem elas. Deu ruim. O bode invadiu as salas de cinema.

O capitão Pete “Maverick” Mitchell (Tom Cruise) ocupa essa falência de super heróis, nos faz torcer do início ao vim. Nos canais especializados em aviação no YouTube todos deram nota máxima ao filme, principalmente por causa do realismo das impressionantes manobras dos aviões.

Tom Cruise aprendeu a dirigir moto pra esse filme, adora a adrenalina. Ele “voa” na mesma Kawakaki GPZ 900R de 36 anos atrás. Ele é um ator que dispensa dublês, fez cenas de perseguição com motos; pilotando helicóptero; escalou montanha, aviões; pulou de paraquedas, de prédios; desviou de espadas de verdade; e mergulhou sem equipamento. Tudo só para o público prender a respiração. As participações ligeiras de Ed Harris e Val Kilmer são um brinde à parte.

Fotos: Divulgação

O ator classificou como “assustador e emocionante” seu retorno em ‘Top Gun: Maverick’ 30 anos após o primeiro filme. O astro também revelou conversas que teve com elenco, estúdio e redes de cinema sobre a sequência de adiamentos no lançamento da produção em razão da pandemia da covid-19 em uma entrevista à jornalista Renata Boldrini, parceira da Ingresso.com, no tapete vermelho da première do longa em San Diego, nos Estados Unidos. A entrevista completa está neste link: https://www.youtube.com/watch?v=aTvQrqCTBCo

“Surreal. Foi surreal revisitar tudo isso. Vestir a jaqueta (de Pete Maverick), entrar no set, até mesmo tentando realizar tudo isso (mais uma vez). Foi assustador e emocionante”, descreveu o ator.

Cruise também revelou os desafios e conversas que precisou ter sobre os adiamentos para o lançamento do filme. “Terminamos (o filme) na pandemia. Tive que chamar atores e todos os envolvidos no estúdio e falar: teremos que adiar novamente por mais um ano até os cinemas estarem abertos. Liguei para os cinemas e disse: escutem, estamos chegando. E se vocês estiverem abertos, nós estaremos aqui”, contou.

Intensivão com Tom Cruise

Todos os atores que aparecem voando nos caças durante o filme realmente tiveram que aprender a pilotar. O curioso é que o treinamento — bem a cara de um intensivão — foi elaborado pelo próprio Tom Cruise.

“Tive que aprender sim (a voar). E também tive que aprender a nadar, eu não sabia. Tivemos que aprender e fazer um teste de natação para entrar no (caça) F-18. O Tom (Cruise) criou um intensivo, um programa de voo, onde aprendemos a pilotar um Cessna, X300, L-39 e o F-18. Foi intenso, mas ver aquilo na tela é incrível”, contou Greg Tarzan Davies, que dá vida ao personagem Javy Machado.

Glen Powell, que interpreta o piloto Jake Seresin, revelou que treinou em simuladores por mais de um ano para se adaptar às mudanças drásticas de direção a que seriam submetidos nas filmagens dentro dos caças. “(Pratiquei) e muito! Eu tirei minha licença de piloto nesse filme”, brincou.

Já Miles Teller, que vive o piloto Bradley Bradshaw, comparou a sensação de pilotar os jatos a ter ‘sete mil quilos de tijolos sobre o peito’. “Tivemos muito tempo para nos sentirmos confortáveis nesses jatos. É girar em círculos, sei lá, umas 30 vezes e depois tentar atuar. Em seguida, adicionar sete mil quilos de tijolos sobre o peito. É como parece quando estamos nos jatos”, finalizou.

O filme começou a ser pensado há 12 anos, quando a Paramount Pictures fez ofertas a Jerry Bruckheimer e Tony Scott para fazer uma sequência de Top Gun, com Tom Cruise reprisando seu papel.

Perguntado sobre sua ideia para um novo Top Gun, Scott disse que “esse mundo me fascinou, porque é tão diferente do que era originalmente. Mas eu não quero fazer um remake. Eu não quero fazer uma reinvenção. Eu quero fazer um novo filme.” Infelizmente, Scott se matou em 2012.

O personagem de Cruise, Maverick, pilota um F/A-18 Super Hornet. O produtor Jerry Bruckheimer permaneceu comprometido com o projeto, especialmente devido ao interesse de Cruise e Kilmer.

O filme foi feito em formato IMAX usando câmeras Sony Venice 6K Full Screen com certificação IMAX. O diretor Joseph Kosinski explicou que a equipe passou mais de um ano com as forças da Marinha para usar as câmeras IMAX dentro do cockpit dos F18, com quatro câmeras voltadas para os atores e voltadas para frente, além de câmeras montadas em toda a parte externa da aeronave.

Ele explicou que “o público deve sentir a autenticidade, a tensão, a velocidade e as forças gravitacionais, algo que não pode ser alcançado por meio de palco sonoro ou efeitos visuais, que exigia uma quantidade enorme de esforço e trabalho”.

O diretor acrescentou que mais de 800 horas de filmagem feitas, que é mais do que a duração combinada dos filmes da trilogia “Senhor dos Anéis”.

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