TJ suspende julgamento de Macedo por dúvida da imparcialidade do juri

Wellington Serrano –

O desembargador Sidney Rosa, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), aceitou o pedido de desaforamento com expresso de pedido liminar formulado a favor do vereador Carlos Macedo (PRP), acusado de envolvimento no assassinato do vereador eleito por Niterói em 2012, Lúcio Diniz Araújo Martelo, o Lúcio do Nevada, e, com isso, suspendeu julgamento, na tarde desta quinta-feira (12), na 3ª Vara Criminal de Niterói. Outros dois réus, no entanto, o policial militar Jair de Souza Neto e o segurança José Carlos Alves de Azevedo foram julgados. A audiência de Macedo segue sem data para ser remarcada e graça ao recurso também será transferida para ser julgada por outro tribunal no Rio de Janeiro.

Segundo o advogado de defesa do vereador, Paulo Ramalho, o tribunal proibiu a juíza Nearis dos Santos Carvalho, que acompanha o caso, de julgar Macedo. “Ela escreveu que meu cliente é culpado, o que influência os jurados, contrariando uma conduta dos magistrados. Contaminou o ambiente. Na minha opinião, acho que não deveria julgar mais ninguém no caso”, afirmou o advogado, que vai entrar com representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Procurado, o vereador Carlos Macedo não comentou a decisão, mas agradeceu a Deus. “Foi bom isso ter acontecido”, disse. Sair deste clima, que segue tenso em Niterói, e ir para o Rio é mais imparcial.

Macedo, em sua defesa, disse que acha um absurdo que as irregularidades recaiam sobre o seu nome. “Em 25 anos de Câmara não participei sequer da Mesa Executiva. Está acontecendo um linchamento político comigo sem provas e sem estar presente a minha defesa”, lamentou.

Os julgados
Dos seis acusados de envolvimento no assassinato do vereador eleito, apenas dois envolvidos foram julgados por júri popular: Damião Washington da Silva, policial militar que seria o contratante do crime; e Marco Antônio Titoneli, apontado como o autor dos disparos.

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