Tiroteios em queda em Niterói e na Região Metropolitana

Dados divulgados pela plataforma Fogo Cruzado mostram que os tiroteios caíram mais que pela metade em Niterói. Em agosto de 2018 a cidade ocupava o terceiro lugar, com 74 registros, já no mesmo mês deste ano os números despencaram para 32, deixando Niterói na quinta posição. Em toda a Região Metropolitana foram registrados 629 tiroteios, uma queda de 38% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 1.016 tiroteios/disparos de arma de fogo – maior número registrado durante o período da Intervenção Federal.

Ainda de acordo com o levantamento, o número de baleados também diminuiu: 244 pessoas foram baleadas no Grande Rio este mês – das quais 130 morreram –, 8% a menos que em 2018, quando 265 pessoas foram baleadas e 136 destas morreram. Houve ainda queda de 23% no número de agentes de segurança baleados este mês. Foram 20, sendo que sete morreram e 13 ficaram feridos. Do total de baleados este mês, a maioria foi baleada fora de serviço: cinco morreram e nove ficaram feridos fora de serviço. Em agosto de 2018, a maioria dos agentes foi baleada em serviço – sete agentes morreram (quatro deles em serviço) e 19 ficaram feridos (14 em serviço).

O município do Rio de Janeiro concentrou o maior número de tiroteios na Região Metropolitana do Rio: 376 registros. Em seguida, vem São Gonçalo (61), Belford Roxo (49), Duque de Caxias (33) e Niterói (32). Apesar da queda no número de tiroteios em agosto, os dois municípios da Baixada Fluminense (Belford Roxo e Duque de Caxias) subiram de posição no ranking.

Bala perdida
Em agosto, houve uma queda de 42% no número de pessoas vítimas de bala perdida na Região Metropolitana do Rio: 21 pessoas foram baleadas. Destas, sete morreram e 14 ficaram feridas. No mesmo período de 2018 foram 36 pessoas atingidas: sete morreram e 29 ficaram feridas. Entre os casos deste ano está o de Margareth Teixeira, de 17 anos, e seu filho de 2 anos, atingidos por balas perdidas durante tiroteio na Favela do 48, em Bangu, na zona oeste do Rio, no dia 13 de agosto. A criança sobreviveu.

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