TIM lança teclado consciente contra o racismo

A TIM lançou um teclado com o intuito de acabar com o uso de expressões e verbos com conotações racistas. O aplicativo Teclado Consciente alerta o usuário sobre o uso de palavras preconceituosas. Ele funciona como um corretor ortográfico social que explica porque aquela palavra é considerada racista e sugere a substituição por opções que não reforcem o racismo social.

O aplicativo já está disponível para smartphones de qualquer operadora. Para usá-lo, os clientes da TIM só precisarão baixar de graça nas lojas de aplicativos para iOS e Android.

O teclado foi divulgado em uma campanha digital com um time de 12 influenciadores negros de diversos segmentos, como o humorista Yuri Marçal, a pesquisadora Winnie Bueno, Murilo Araújo, do canal Muro Pequeno, Gleici Damasceno, campeã do BBB18, o fotógrafo Roger Cipó, e a cantora Lellê, dentre outros. IZA, embaixadora da marca, também participa do projeto, assim como a digital influencer Camilla de Lucas, da equipe da TIM no TikTok.

“A educação é fundamental na evolução para uma sociedade mais inclusiva. Queríamos colaborar nessa jornada, usando a nossa tecnologia para alcançar mais pessoas. Foi daí que surgiu a ideia de criarmos o teclado, uma ação criada pela nossa agência, a HavasPlus, em parceria com acadêmicos e profissionais negros da consultoria Vírgula. Retirar expressões racistas do nosso vocabulário reforça a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro e construir um futuro sem preconceitos”, destaca Ana Paula Castello Branco, diretora de Advertising e Brand Management da TIM.

Inclusão no mercado de trabalho

O lançamento do Teclado Consciente TIM está conectado ao programa de diversidade e inclusão da TIM. Uma das iniciativas focadas na temática racial é o novo Programa de Estágio, com meta de preencher 50% das 300 vagas com pessoas negras. As inscrições estão abertas até o próximo dia 30 no site www.estagiotim.com.br, para estudantes com previsão de formatura a partir de junho de 2022. A empresa oferecerá um curso básico online de inglês para todas as pessoas inscritas no processo seletivo, mesmo que não sejam aprovados na fase final.

Mais de um terço dos funcionários da TIM são pessoas negras e o objetivo da companhia é ampliar essa representatividade, inclusive em cargos de liderança, que atualmente é de 13% em posições de gerência e diretoria.

“As pessoas negras são 55,8% da população do país, por exemplo, mas ainda não têm representatividade expressiva nas grandes empresas. Isso significa que, para aumentar a presença de pessoas negras, também em posições de liderança, temos que começar desde o início repensando critérios e processos que podem significar barreiras de entrada. O novo programa de estágio da TIM foi pensado justamente nesse sentido e está alinhado ao atual propósito da marca, pautado nos valores de liberdade, respeito e coragem”, conta a vice-presidente de Recursos Humanos da TIM, Maria Antonietta Russo.

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