Testemunha diz que crianças eram agredidas na casa de Flordelis

Durante a nova fase das investigações para elucidar o assassinato do pastor Anderson do Carmo, ocorrido em 16 de junho do ano passado, a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG) está buscando fazer uma reconstrução da rotina da vítima com a mulher, a deputada federal e cantora gospel Flordelis (PSD), além da família. O crime ocorreu na residência do casal, em Pendotiba, e até o momento Lucas Cézar, filho adotivo de Flordelis, e Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico da parlamentar, estão presos acusados de envolvimento no assassinato.

Uma das testemunhas, de 69 anos, localizada pela polícia, revelou que trabalhou na residência do casal no fim dos anos 90 e que teria presenciado crianças sendo agredidas, além de sofrerem punições como pimenta na boca, por exemplo. Na época, o casal residia no bairro do Rio Comprido, na região central da capital. A mesma testemunha informou ainda que adolescentes que eram acolhidos por Flordelis tinham de trabalhar e o dinheiro que recebiam tinha que ser entregue ao casal. Vale lembrar que por ocasião do assassinato do pastor Anderson do Carmo, a deputada federal teria 51 filhos adotivos. O depoimento da testemunha foi prestado quatro meses após o crime, em outubro do ano passado. Ela afirmou que ajudava a cuidar das crianças e acrescentou que não concordava com tais práticas.

A testemunha detalhou que chegou a deixar um filho aos cuidados de Flordelis assim que conheceu o trabalho da pastora, passando inclusive a frequentar a igreja. Ela também levou o marido e uma filha para ajudarem nas tarefas. A testemunha relatou à polícia que depois de um período no Rio Comprido, todos se mudaram para Cabo Frio, na Região dos Lagos, e ela foi junto com seus familiares. A mulher afirmou que quando passou a questionar o fato dos filhos adotivos terem que entregar o dinheiro, percebeu que o comportamento com relação a ela mudou.

Em determinada ocasião, de acordo com seu relato, um dos filhos de Flordelis pediu que ela arrumasse suas coisas e retornasse para o Rio. Desde então a testemunha não trabalhou mais para a família da deputada.

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