Terrorismo voltou a ser preocupação das autoridades brasileiras

Com a iminência dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, o terrorismo voltou a ser uma preocupação das autoridades brasileiras. Segundo o professor Ricardo Gennari, especialista em segurança, inteligência e estratégia, o risco de ataques na capital fluminense é menor em relação às Olimpíadas, mas nem por isso o Brasil deve baixar a guarda.

“Quando se baixa a segurança aumenta o risco de um sinistro. A inteligência precisa estar ativa, identificar possíveis sinais de situações de crime e terrorismo, analisar e disseminar informações e se preparara para possíveis riscos”, declarou Gennari.

O especialista avaliou positivamente a segurança durante o Rio 2016, embora tenha ressaltado as emboscadas aos policiais da Força Nacional e de não ter sido realmente testada em ataques terroristas.

“O governo sempre negou a presença de terroristas no Brasil. No entanto, na Olimpíada do Rio, localizou 15 suspeitos de pertencer a estes movimentos e ainda houve a ameaça de ataques com armas químicas”, recordou, antes de frisar que o País não está livre de possíveis ataques de grupos extremistas.

“No Brasil, algumas células, financiadores e simpatizantes já transitaram em nosso País. O próprio Bin Laden, pós 11 de setembro (de 2001, data do ataque às Torres Gêmeas, em Nova York), teria passado pela Tríplice Fronteira”, concluiu.

Os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro serão declarados abertos em cerimônia nesta quarta-feira, no Maracanã, e serão realizados até o dia 18.

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