Terreno do Hospital da Mãe poderá ganhar vigilância

Raquel Morais –

Abandonado por falta de verbas, a construção do Hospital da Mãe, no Colubandê, em São Gonçalo, que deveria atender as demandas da saúde, está abrigando ‘criminosos’ e viciados em entorpecentes. Para coibir ações criminosas no local, a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop) está analisando a possibilidade de abrir licitação para contratar serviços de vigilância no terreno. Mas enquanto a obra não é retomada, a Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores de São Gonçalo irá enviar ofício, dentro dos próximos dias, para a Secretaria de Estado de Saúde (SES) pedindo agilidade no processo. Até o fechamento dessa edição a pasta não se manifestou sobre o assunto.

O grande terreno que abriga o esqueleto de três andares do futuro hospital está completamente abandonado e nem portão existe mais para impedir a invasão. Pessoas entram no local para usarem drogas, criminosos também usam a construção para se esconderem após cometerem delitos e moradores de rua também fazem do local uma moradia. Além disso, o mato está alto e com as ações naturais do tempo o concreto está sendo depredado, as ferragens expostas estão enferrujadas e muito lixo também compõe o cenário de horror e abandono do terreno.

O vereador Lecinho (MDB), que é vice-presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores de São Gonçalo, disse que irá tomar novas providências para pressionar o Governo do Estado. “Essa obra está parada há anos e o Governo do Estado não esboça nenhuma atitude para retomar essa construção, que seria de grande importância não só para São Gonçalo, mas para municípios vizinhos. Vou fazer uma reunião e montar um ofício, junto com o secretário de saúde do município, para enviar ao Governo do Estado. Mesmo essa obra não sendo responsabilidade da Prefeitura de São Gonçalo, está dentro da cidade e precisamos cobrar das autoridades uma posição”, comentou.

O projeto tinha orçamento de R$ 37 milhões com objetivo de realizar mais de 10 mil consultas e 800 partos por mês. Contaria com consultórios, salas de PPP (pré-parto, parto e pós-parto), leitos de enfermaria, centro cirúrgico e (UTI) Neonatal para suporte aos recém-nascidos.

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