Tendências do PT defendem mudanças no partido

Anderson Carvalho

Após a derrota nas urnas nas eleições municipais, em que conquistou apenas 256 prefeituras – tinha eleito 638 prefeitos em 2012 -, caindo do 3º para o 10º lugar no ranking de partidos com mais municípios, o PT pensa em mudar. Tendências internas do partido, como a Articulação de Esquerda, Avante S21, Esquerda Popular Socialista, Mensagem ao Partido e Militância Socialista, lançaram manifesto defendendo mudanças na legenda e convocando os militantes a ocupar as ruas e os espaços da sigla em defesa de um congresso do partido. O objetivo é apresentar nova estratégia, programa e direções partidárias.

“Queremos mudar o PT para reconquistar o apoio da classe trabalhadora, da juventude e das novas lutadoras e lutadores sociais mobilizados em todo o Brasil”, foi a declaração das correntes assinantes do manifesto, divulgado no último dia 17 durante uma plenária na sede do diretório nacional do partido, em Brasília. “Diante do golpe de Estado contra a democracia, os direitos sociais e a soberania nacional, reafirmamos nossa disposição de lutar contra o governo golpista de Michel Temer e em defesa de Lula e de um PT socialista, democrático e de massas.

Conclamamos a toda a militância do nosso partido a ocupar as ruas e os espaços do Partido dos Trabalhadores em defesa de um grande e imediato Congresso do PT, que seja capaz de apresentar uma nova estratégia, programa e direções partidárias”, afirmou o manifesto.

As correntes ainda acusaram a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária na sigla, de se negar a reagir à “gravidade do momento que vivemos, quer limitar o debate partidário a realizar ou não um PED – Processo de Eleições Diretas”, afirmam. As tendências criticam o PED, alegando que os sucessivos adiamentos que a atual direção tem imposto à realização do congresso e a defesa do PED, como mecanismo de renovação das direções partidárias. Citam abuso de poder econômico, eleitoralismo, ausência de debates, filiações em massa, “uso da máquina”, interferência de agentes externos e outras irregularidades.

O presidente regional do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, integrante da CNB, defende que o partido seja renovado e não refundado. “Fundado ele foi em 1980 e temos muito orgulho de tudo que fizemos pelo povo brasileiro. Fazer uma campanha de filiação militante, religar nossa relação com a juventude, com a cultura, com a comunicação alternativa, com os movimentos de favela, de periferia e desinstitucionalizante. Menos estado e mais povo”, afirmou o dirigente.

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