Tempo quente exige cuidados com Aedes Aegypti

O verão só começa em dezembro e a primavera apenas no meado de setembro, mas as temperaturas estão pra lá de altas. Os termômetros chegam e registrar 35 graus em pleno inverno e o que muita gente não sabe é que com a mudança de estação é preciso se preocupar com a proliferação do mosquito da dengue. Segundo Rafaela Vieira Bruno, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, no verão os ovos dos mosquitos se desenvolvem mais rapidamente. Segundo ela, uma vez depositados, os ovos conseguem ficar ativos por um ano até ter contato com a água. Estudos comprovam que as temperaturas mais altas são as mais ideais para epidemias.

De 1º de janeiro a 1º de abril desse ano, foram notificados 498 casos suspeitos de dengue em residentes de Niterói. Nesse período, o município apresentou 15 casos confirmados do Zika vírus em gestantes. Até junho, o número de gestantes monitoradas pulou para 59 casos.

“Os ovos do mosquito, uma vez depositados, conseguem ficar vivos por um ano num ambiente seco, para se desenvolver, basta ter contato com água. A temperatura mais alta ajuda a proliferar. Com a aproximação do verão, eles se desenvolvem ainda mais. É preciso se conscientizar. A vigilância precisa acontecer o ano todo. É importante olhar e limpar os criadouros de mosquitos”, disse Rafaela.

No início de agosto, a Secretaria de Estado de Saúde informou que houve uma grande redução nos registros de dengue. A queda chegou a 99,2%. No período de 1º de janeiro a 12 de julho de 2016 foram notificados 72.112 casos suspeitos de dengue no estado do Rio de Janeiro, com 04 (quatro) óbitos confirmados.

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