Tecnologia de tour virtual 3D democratiza exposição online

De forma sensível e ácida, a artista niteroiense Cibelle Arcanjo reúne na série de pinturas “Poder e Aura” uma crítica social à cultura do medo e da violência que vivenciamos, composta por 20 obras – entre pinturas, um desenho e uma instalação. Vencedora do Edital Público Municipal 007 de Fomento às Artes pela Fundação de Artes de Niterói (FAN) e Secretaria de Cultura de Niterói, a série tornou-se um projeto de exposição para acontecer no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Icaraí, Zona Sul de Niterói. Com a chegada da pandemia do novo coronavírus, o projeto passou por mudanças, que acabaram beneficiando seu alcance: disponível online em 3D por um ano.

A partir das transformações, a exposição ainda ganhou uma websérie chamada “Poder e Aura quadro a quadro”, com 21 vídeos apresentados pela artista, nos quais ela conta sobre a pesquisa e esmiúça detalhes das obras expostas (também com versões legendadas), sendo disponibilizados pelo YouTube e vinculados à página da exposição. Todo o material estará disponível no site cibellearcanjo.com/podereaura. A curadoria da mostra ficou a cargo de Joyce Delfim.

“Poder e Aura” é uma pesquisa na qual a artista investiga e analisa criticamente o vínculo de imagens contemporâneas dos canais de mídia de massa com a cultura da violência e medo, criando e expressando em obras que utilizam a pintura como linguagem. A exposição traz a oportunidade do público ser transportado para uma visão, ao mesmo tempo, ampla e minuciosa sobre o que nos envolve enquanto uma sociedade. Além de aproximar o público do pensamento crítico e das formas de criação particulares que a artista tem.

“Muitas das aparições e manifestações no nosso meio social influenciam e moldam comportamentos sociais, individuais e vice-versa. Na maior parte do tempo, isso não é percebido de forma consciente e involuntariamente colaboramos reforçando aquilo que também nos causa medo e insegurança. Meu esforço aqui é o de chamar a atenção e a consciência com pensamentos críticos e olhar mais sensível para as conexões que os comportamentos têm, com seus espelhamentos na produção midiática e também imaginária de todos nós”, finaliza Cibelle.

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