Teatro Municipal de SG está concluído e sem previsão de inauguração

Anderson Carvalho –

Quem passa em frente ao prédio do Teatro Municipal de São Gonçalo, ao lado da sede da prefeitura, na Rua Feliciano Sodré, no Centro, lamenta que o prédio, construído e inaugurado há dois anos, ao custo de R$ 13 milhões, ainda esteja fechado. Tal fato indigna a população, que exige a abertura imediata do espaço. Produtores culturais precisam ir a Niterói ou ao Rio para produzirem espetáculos. No último dia 4, a Câmara de Vereadores promoveu audiência pública sobre o tema. Não há previsão de abertura do teatro.

“São Gonçalo não tem área de lazer. Quem gosta de teatro tem que ir a Niterói ou ao Rio se não tiver alguma peça no teatro do Sesc. O prédio está pronto e continua fechado. Queremos saber o que falta para abrir. O teatro municipal é muito mais barato que o privado. Estou muito revoltada com a situação do espaço”, reclamou a corretora de imóveis Líbia Crisóstomo, de 66 anos.

A divulgadora Tatiana Faria, de 40, concorda com Líbia. “O teatro precisa ser inaugurado, já que se gastaram milhões com a sua construção. Esperamos que abram ele em 2019. Estou ansiosa para ser uma das primeiras a entrar no teatro”, afirma.

O advogado Adauto Rodrigues, de 70 anos, defende outro uso para o prédio. “Nos consome R$ 30 milhões em IPTU. Qual a serventia que tem? Por mim, derrubava o teatro e ampliava o estacionamento. Ou usava para alocar as secretarias, que hoje estão em salas alugadas. Pode botar uma escola lá também”, opina.

O produtor teatral Carrique Ferreira, diretor da companhia de teatro Ópera Prima, morou e atuou em São Gonçalo por 14 anos, até se mudar para Niterói. “Eu morei lá de 2000 a 2014. Desisti. Não tem espaço para apresentar peças nem incentivo. A gente viu o prédio ser construído e criou uma expectativa”, lamentou.

Durante audiência pública no último dia 4, promovida pelo vereador e presidente da Comissão de Cultura Jalmir Júnior (PRTB), a vice-presidente da Comissão de Obras do Teatro, Simone Veloso, informou que foi realizada uma análise técnica com uma equipe multidisciplinar e o relatório será finalizado até fevereiro. Disse ainda que os dois processos sobre o teatro foram queimados no incêndio que houve na prefeitura em setembro do ano passado. Um sobre o desmembramento e outro sobre a legalização do espaço. Os dois já foram solucionados e a comissão averigua se há dívida com a empresa que construiu o prédio.

O vice-presidente da Comissão de Cultura, vereador Paulo César, acrescentou que o prédio está sem alguns equipamentos, entre eles, de segurança, além de faltar a iluminação. O imóvel tem cinco camarins, 256 poltronas, jardim do lado de fora, acesso para cadeirantes e sala para orquestra.

A prefeitura informou que procura uma parceria-público-privada para reabrir o teatro.

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