Taxistas de Niterói vão pedir a vereadores proibição do Uber

Anderson Carvalho –

Os taxistas de Niterói vão pedir aos vereadores de Niterói a proibição de circulação de veículos que trabalhem para o aplicativo Uber em audiência pública que ocorrerá esta segunda-feira (13), às 15 horas, na Câmara Municipal. O evento vai discutir a questão do transporte individual de passageiros na cidade e a polêmica do Uber. Entres os convidados estão o procurador-geral do Município, Carlos Raposo; o presidente da NitTrans, coronel Paulo Afonso; o secretário de Fazenda, César Barbiero; representantes da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, Defesa do Consumidor e do Contribuinte; Ministério Público do Trabalho; Sindicato dos Taxistas e entidades da sociedade civil.

A audiência foi pedida pelo vereador Betinho (SD), presidente da Comissão de Direitos do Idoso, da Mulher e da Pessoa com Deficiência. Os taxistas vão argumentar que os motoristas que trabalham com Uber promovem uma concorrência desleal. “Cobram uma tarifa mais barata. Não pagam impostos nem tem lei que os regule. Nós pagamos impostos, somos cadastrados junto à prefeitura e temos a nossa frota regulada. O Uber não tem nada que regule. O serviço é ainda líder em reclamações dos usuários. Vamos pedir a proibição do aplicativo”, contou Paulo Roberto de Andrade, presidente da Cooptax.

Segundo Andrade, há 1.906 autonomias na cidade e eles vão pedir ainda mais autonomias. “A população de Niterói cresceu muito. O sistema está precário. Antes um taxista conseguia fazer vinte corridas por dia. Hoje, apenas dez, por causa do trânsito, que está muito ruim. A nossa tabela de tarifa é calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no dia 1º de janeiro de cada ano, que é a nossa data-base desde 2016. Queremos discutir melhorias para o nosso serviço”, disse o presidente da Cooptax.

O vereador Leonardo Giordano (PC do B), autor da lei 3152/15, que instituiu a data base dos taxistas, quer ajudar a categoria e coibir o serviço do Uber em Niterói. “O serviço oficial de transporte individual de passageiros é o de táxis. O Uber faz uma concorrência desleal. Não é regulado por lei alguma e cobram a tarifa que quer. Além disso é uma empresa estrangeira que remete dinheiro para o exterior. O táxi é legalizado e fiscalizado. Venho acompanhando o caso desde o início. Vamos discutir melhorias para os táxis. É preciso fortalecer este serviço. Podemos até estudar uma tarifa menor para quem trafega usando GNV”, afirmou o parlamentar.

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