Tarifa dos táxis sofre reajuste de 5,7%

Depois de mais de três meses sem resposta da Prefeitura de Niterói, os taxistas da cidade tiveram uma boa notícia nesta quarta-feira (23) com a publicação do decreto que autoriza o aumento das tarifas no município. O reajuste de 5,7% atende a uma solicitação do sindicato da categoria, que enviou um ofício ao prefeito Rodrigo Neves no último dia 19 de fevereiro.

Com o resjuste, a bandeirada aumentou de R$ 5,25 para R$ 5,55. O quilômetro rodado passa de R$ 2,70 para R$ 2,85 na bandeira 1, e de R$ 3,05 para R$ 3,22 na bandeira 2. A hora parada (espera) sobe de R$ 25,75 para R$ 27,22. Segundo Celso José Wermellinger, que assume no mês que vem a presidência do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários da Zona Norte do Estado do Rio de Janeiro (Sindtáxi), que além de Niterói abrange outros municipios das regiões Metropolitana e dos Lagos, o reajuste vem em boa hora e ajuda um pouco a amenizar a alta dos combustíveis.

“Foi uma surpresa para nós, pois desde quando enviamos o ofício ao prefeito Rodrigo Neves, em 19 de fevereiro, aguardávamos uma resposta, que finalmente veio hoje (ontem). Ajuda um pouco a amenizar o impacto do aumento dos combustíveis”, diz Wermellinger, lembrando que o último reajuste nas tarifas dos táxis aconteceu em 2016.

A Subsecretaria Municipal de Transportes distribuirá aos taxistas a partir da próxima segunda-feira (28) tabelas com os novos valores, que deverão ser usadas até a aferição dos taxímetros.Cada taxista receberá duas tabelas. Uma para conferência do condutor e outra para conferência do passageiro, que deverá obrigatoriamente estar na parte interna do vidro lateral traseiro esquerdo. As tabelas deverão ser usadas até a aferição dos taxímetros em data ainda a ser divulgada.

Niterói possui hoje 1.905 autonomias de táxi válidas. Deste total, 1.410 taxistas fizeram o último recadastramento da prefeitura, em julho do ano passado.

Aplicativos – A alta dos combustíveis vem afetando também os motoristas de aplicativos de transportes de passageiros. Com tarifas bem inferiores aos táxis (cerca de R$ 1,40 por quilômetro rodado), muitos reclamam que está ficando impraticável trabalhar, já que há mais de dois anos empresas como a Uber, que atua há mais tempo no mercado, não reajustam seus preços há mais de dois anos.

A exceção fica por conta da cidade do Rio, que recentemente regulamentou o uso dos aplicativos que agora pagam 1% de cada corrida à Prefeitura. Mpor conta disso, a Uber resjusttou a tarifa para R$ 1,60 por quilômetro, mas apenas em algumas regiões como Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca.

“Estamos praticamente pagando para trabalhar. Mas com essa crise, os aplicativos acabam sendo a única opção, mas está muito difícil por conta do alto preço dos combustíveis. O gás no início de janeiro custava R$ 1,69 o metro cúbico, e hoje está cerca de R$ 2,50”, diz um motorissta da Uber que pediu para não ser identificado.

Questionada sobre a previsão de regulamentação dos aplicativos na cidade, a Prefeitura de Niterói não retornou os contatos da reportagem.

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