Suspeitos de matar diretor do Heat morrem em confronto com a Civil

Vítor d’Avila

Dois suspeitos de matar o policial federal aposentado e diretor executivo do Hospital Estadual Alberto (Heat), José Didimo do Espírito Santo Costa, morreram em confronto com a Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (09), na comunidade do Morro do Castro, Zona Norte de Niterói.

A troca de tiros aconteceu durante operação conjunta entre a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG), que investiga o caso; 73° DP (Neves); 78° DP (Fonseca); com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

De acordo com as investigações, Matheus Marins Ramos, o “Teteu”, e Ryan Madson Abreu da Silva, conhecido como “Sapo”, que morreram durante o confronto, eram procurados pela polícia por envolvimento em diversos crimes e suspeitos pela morte de José Dídimo. Ainda há outros dois suspeitos do crime foragidos, segundo a DHNSG.

Os delegados Bruno Cleuder, titular da DHNSG, e Leonardo Macharet, da 73ª DP, concederam entrevista coletiva para explicar detalhes da operação. Os assassinos do policial faziam parte de uma quadrilha especializada em roubos a carros e cargas em rodovias. Isto confirmou a suspeita de latrocínio.

“As outras delegacias têm 16 mandados abertos contra o Sapo, por isso as delegacias foram ao local. Na época [do crime] repercutiu bastante se era homicídio ou latrocínio. As investigações levaram realmente ao latrocínio e que havia uma associação criminosa que efetuava roubos na região, e que eram oriundos do Morro do Castro. Entre os envolvidos estavam dois dos alvos de hoje que eram o Sapo e o Teteu. Foi descartado o homicídio porque a gente puxou que o mesmo veículo usado, um Voyage Prata, havia sido usado em outros registros de roubo na mesma via”, afirmou Bruno Cleuder.

Ainda de acordo com o delegado, já havia mandado em aberto contra a dupla pela morte do policial e os agentes tentavam identificar a localização deles. Até que, na terça-feira (08), a DHNSG recebeu informação da 78ª DP, de que havia conseguido a localização precisa, o que desencadeou a operação conjunta, iniciada nas primeiras horas desta quarta. Segundo a investigação, a dupla fazia parte de uma quadrilha especializada em roubos de cargas de cigarro. O crime contra José Dídimo aconteceu porque os criminosos, naquela ocasião, estariam precisando de uma picape com as mesmas características do carro do policial federal.

“Tanto o Sapo quanto o Teteu têm diversas passagens por roubo de carga. Sem nenhuma dúvida o foco de atuação deles é roubo de carga, especificamente de cigarros. Já tínhamos 56 ocorrências para o Sapo e 11 para o Teteu. Eles são investigados por roubo a uma loja em Saquarema. Eles razem um impacto muito grande para os índices da região, por isso foi feita essa operação exitosa”, complementou Macharet.

Em relação à dinâmica da operação, Macharet explicou que os dois criminosos reagiram no momento em que foram localizados, atirando contra os policiais da CORE. A ação ainda contou com apoio de drones, que monitoravam possíveis rotas de fuga dos bandidos.

“Houve a reação por parte dos dois, já havia preparação de que possivelmente eles iriam reagir. Houve a fuga para uma região de mata na parte posterior do morro, mas a ocorrência foi muito bem planejada, tinha uma equipe fazendo esse mapeamento”, explicou Macharet.

Cabe ressaltar que os dois tinham cartaz oferecendo recompensa por informações que levassem ao paradeiro deles, divulgado pelo Disque Denúncia.

Também na ação da quarta-feira, outros dois homens foram presos em flagrante por associação para o tráfico.

Relembre o caso

José Dídimo do Espírito Santo Costa foi assassinado na noite de domingo, 4 de outubro deste ano. Ele trafegava pela Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), na altura no bairro do Caramujo, em Niterói, quando foi abordado pelos criminosos. O policial reagiu, mas acabou sendo baleado e morreu na hora.

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