Suspeitos de integrarem milícia em Itaboraí são presos após investigação

Como resultado de um trabalho de investigação e levantamento que estava sendo realizado pela 71ª DP (Itaboraí), a equipe coordenada pelo delegado titular, Leonardo Macharet, prendeu, na noite de quarta-feira (23) dois homens apontados como lideranças de grupos milicianos na cidade. A Polícia Civil realizava diligências para reprimir uma milicia armada que atuaria em Itaborai, quando os agentes foram até um posto de combustíveis, situado na Avenida 22 de Maio, no Centro. Os inspetores, no trabalho de inteligencia, apuraram que encontrariam o homem apontado como líder do grupo miliciano, conhecido como Pietro.

Após monitoramento do local, a equipe teve a atenção despertada para um veículo, modelo Hyunday, de cor preta, estacionado no posto. Haviam dois suspeitos dentro do carro no momento da abordagem, que foram identificados como Felipe César dos Santos e Thiago de Souza Gonçalves. No carro foi encontradas e apreendidas duas pistolas, farta quantidade de munição e carregadores, além de fardamento militar e anotações referentes a arrecadação proveniente da extorsão realizada pelo grupo miliciano.

Segundo as investigações, Felipe seria Pietro e estava sendo investigado por autoria de vários homicídios, que estavam sendo apurados pela Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) em apuração semelhante sobre a ação de grupos milicianos em Itaboraí. Da mesma forma, verificou-se que Thiago seria o segundo homem na hierarquia da milícia local, sendo oriundo da Zona Oeste do Rio, mais especificamente que atua em Curicica, Jacarepaguá. Embora os agentes não tenham mencionado esse fato, há informes de fontes dando conta que o grupo de Pietro atuaria em várias localidade de Itaboraí, entre as quais Porto das Caixas, Areal, e Visconde de Itaboraí, entre outros.

A ação da 71ª DP reforça o trabalho de investigação da DHNSG, apura o possível envolvimento de milicianos na chacina que deixou um saldo de nove mortos, entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, em localidades que fazem limites entre Itaboraí e São Gonçalo. A investigação se concentra também na checagem de participação de milicianos na retaliação pela morte de do cabo do 35º BPM (Itaboraí), Rodrigo Marques Paiva, dias antes, no dia 17 de janeiro.

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