Suspeito de matar motorista da Uber é preso

Augusto Aguiar –

Alvo de investigação da 78ª DP (Fonseca) e com mandado de prisão expedido pela Justiça por tráfico e extorsão, e suspeito de envolvimento num bárbaro crime ocorrido contra um motorista da Uber em abril desse ano, Diego da Silva Rocha, de 21 anos, conhecido como Papa-Léguas, foi preso em flagrante na manhã de ontem por policiais militares do Grupamento de Ações Táticas (GAT/12º BPM). Ele foi surpreendido quando os policiais incursionavam na comunidade da Palmeira, no bairro do Fonseca, na Zona Norte de Niterói, onde há diversas denúncias de guerra de facções pelo controle do tráfico.

Com Papa-Léguas, a PM apreendeu uma pistola calibre 45 e um rádio transmissor. Ele foi encaminhado para autuação na delegacia do Fonseca, onde já respondia por vários procedimentos. Para muitos moradores da localidade, a prisão do criminoso representou alívio, pois ele e outros comparsas, que ainda estão em liberdade sendo procurados, transformaram a rotina da população local em “pesadelo”, com roubos em sequência, tráfico e assassinato, entre outros crimes graves. Papa-Léguas foi apontado como principal suspeito de envolvimento no bárbaro assassinato de David Francis Silva Soares, de 38 anos, motorista da Uber há dois meses, crime que estarreceu a Zona Norte da cidade.

No fim da tarde do dia 18 de abril a vítima, conduzia seu veículo, modelo Cobalt, de cor branca, e seguiu para atender a solicitação de um passageiro, quando inadvertidamente passou pela Rua São Januário e chegou nas imediações de um campo, num dos acessos ao Morro da Palmeira, onde segundo recentes denúncias, traficantes rivais travam uma batalha pelo controle da venda de drogas. De acordo com informes, como não teria acionado o pisca-alerta do veículo e nem abaixado os vidros do carro, foi atacado a tiros e assassinado por traficantes armados, ligados a facção TCP, que estavam nas imediações. Entre os quais estaria Papa-Léguas.

O corpo do motorista foi colocado no banco traseiro de seu próprio carro, e depois o veículo foi retirado do acesso à comunidade da Palmeira, sendo abandonado em seguida na Rua Doutor Nelson Pena, na Engenhoca, área dominada por traficantes rivais da facção CV. A frieza e a covardia dos assassinos chocou os moradores, que pediram mais policiamento na região, onde traficantes fortemente armados já estariam intimidando e ameaçando os moradores, sem falar no fato de que além de venderem drogas, os mesmos ainda estariam praticando assaltos, tornando a rotina das pessoas num pesadelo quase diário. O crime passou a ser investigado pela Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, e Itaboraí (DHNSG). Policiais da 78ª DP (Fonseca) informaram que traficantes do Morro da Palmeira já eram alvo de investigação, por conta de denúncias sobre roubos a transeuntes, de veículo, e vendas de drogas.

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