Suspeita de injúria racial contra criança passará por avaliação psiquiátrica

A mulher suspeita de ter feito ofensas de cunho racista a uma menina de dois anos, por meio das redes sociais, será submetida à avaliação psiquiátrica. O procedimento será feito para apurar alegação da mãe da acusada, de que a filha possui transtornos. Moradora de São Gonçalo, ela já prestou depoimento à Polícia Civil, em que admitiu a autoria dos comentários.

O caso está sendo investigado pela 72ª DP (São Gonçalo). De acordo com o delegado Allan Duarte, titular da distrital, a mulher não negou ter feito as ofensas e admitiu estar consumida por sentimento de raiva. Contudo, a mãe, que também é a representante legal da suspeita, levantou a hipótese de comprometimento mental. Com isso, na próxima semana, a acusada passará pela avaliação, que será decisiva para o rumo das investigações.

“A suposta autora não nega o fato, mas ela seria portadora de necessidades especiais. A mãe dela nos levou vários relatórios de que a filha tem transtornos psiquiátricos. Para me certificar de que realmente é verdade, agendei uma data junto a um psiquiatra do IML do Rio para submetê-la à perícia psiquiátrica. Com base no relatório vai ser possível saber se ela é capaz ou não. Sendo capaz, ela responderá pelo crime na pena correspondente”, disse o delegado.

A pequena Rafaelly, alvo dos comentários, é filha da psicóloga Roberta Massot, de 36 anos. A mãe, animada com o crescimento da filha, tem feito, em suas redes sociais, uma série de publicações, mostrando o aprendizado diário da menina. Quem também costuma aparecer nas publicações é Gabrielly, de 9 anos, irmã mais velha de Rafaelly. Mãe e filhas esbanjam fofura e bom humor, contagiando quem visualiza as fotos e vídeos.

No entanto, em 3 de agosto, a família recebeu as mensagens ofensivas, que teriam sido escritas pela acusada. Incrédula com o episódio, dois dias após receber a mensagem, Roberta decidiu registrar o caso na 72ª DP. De acordo com capturar de tela, que mostram as ofensas, a autora teria enviado mensagens como “ela tem a raiz de cabelo um pouco dura”, em referência ao cabelo da menina, entre outras falas que podem ser consideradas injuriosas.

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