Supremo Tribunal Federal anula delação de Cabral que citava ministro Dias Toffoli

A delação premiada na qual o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, citava o nome do ministro Dias Toffoli foi anulada nesta quinta (27) pelo Supremo Tribunal Federal por 7 a 4. Os ministros da Suprema Corte acolheram um pedido da PGR (Procuradoria-geral da República) contra o acordo, que foi fechado entre o ex-chefe do Executivo Fluminense e a Polícia Federal.

Na delação, Cabral afirmou que Toffoli recebeu propina por dois anos, entre 2014 e 2016, em troca de decisões judiciais durante o período em que presidiu o Tribunal Superior Eleitoral. O ex-presidente do TSE e atual integrante do STF negou as denúncias. Antes da rejeição, o ministro Edson Fachin já tinha rejeitado no dia 14 um pedido da PF para que a Corte abrisse um inquérito contra Toffoli.

Relator do caso, Fachin votou para invalidar a homologação do acordo e foi seguido por Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Ricardo Lewandowski, além de Luiz Fux, presidente da Corte. Já os ministros Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello, Cármen Lúcia e Rosa Weber votaram a favor da denúncia, mas foram votos vencidos.

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