Supercomputador custou R$ 26 milhões ao TSE

R$ 26 milhões! É o valor que custou aos cofres públicos pelo aluguel do “supercomputador” que falhou e causou lentidão na divulgação dos resultados nas eleições municipais no último domingo (15). De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a falha foi provocada por um algoritmo de inteligência artificial que funcionou de forma mais lenta do que previsto.

O papel do algoritmo, é ajustar o desempenho da máquina para a demanda de processamento de dados. Isso quer dizer que, através de inteligência artificial, a máquina é ensinada o quanto de sua capacidade vai se dedicar a uma operação específica.

O que aconteceu foi que esse algoritmo não foi treinado para o volume e rapidez de dados que ele receberia durante a apuração. Em coletiva de imprensa, o presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, disse que a máquina chegou depois do esperado, em agosto, e por isso não houve tempo para fazer testes para calibrar o computador.

O alto valor pago se explica, segundo fontes de área, pelo fato de que o servidor é hospedado dentro do datacenter do TSE e não em “nuvem”, como seria habitual nesses casos, devido à preocupação com a segurança de manter os dados dos eleitores dentro do território brasileiro.

Após a eleição, a máquina já está “treinada”. Por isso, o problema não deve afetar o segundo turno, segundo o TSE, inclusive porque o volume de dados será menor.

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