Sputinik V: esperança que já é realidade no mundo

A tão esperada imunização contra a Covid-19 pode estar ainda mais perto do que foi anunciado. A esperança é para a chagada da Sputnik, imunizante russo contra a Covid-19, cuja compra foi anunciada na semana passada pelos municípios de Niterói e Maricá. Agora, vivenciamos momentos de expectativa e ansiedade pela chegada das doses, o que pode ocorrer ainda neste mês de abril.

A vacina Sputnik V desenvolvida pelo instituto russo de pesquisa Gamaleya, anuncia a eficácia de 91,6% contra a doença. Além de Niterói e Maricá que compraram 800 mil e 400 mil doses, respectivamente. até o momento, os estados da Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Pernambuco e Sergipe fizeram pedido para autorizar a importação de doses.

O Ministério da Saúde afirma que já foi feita uma compra de 10 milhões de doses da Sputnik V. Pelo cronograma, a pasta espera receber ainda em abril, 400 mil doses da Sputnik V, em maio, mais 2 milhões e em julho, 7,6 milhões de doses da vacina Russa.

O pedido de uso emergencial do imunizante foi protocolado em 26 de março pelo laboratório brasileiro União Química, responsável pela produção da Sputnik V em território brasileiro.

MARICÁ E NITERÓI DE OLHO NA VACINA RUSSA

A cidade de Maricá, com população estimada em cerca de 164 mil pessoas pelo IBGE, anunciou no dia 19/03 a aquisição de 500 mil doses da vacina russa Sputnik-V. A quantidade de imunizantes pretendida é suficientes para imunizar cerca de 1,5 vezes o total de moradores do município, mesmo considerando a aplicação de duas doses.

De acordo com a prefeitura de Niterói, o contrato de compra já seguiu para Moscou para a assinatura dos representantes russos. O próximo passo é o retorno com o cronograma de entrega do imunizante definido.

HERMANOS FORAM UM DOS PRIMEIROS A USAR A SPUTNIK V

Um dos primeiros países a usar a Sputnik V foi a Argentina, que começou a vacinar com o imunizante russo aina em dezembro do ano passado. Até agora, com 400.000 doses aplicadas na Argentina, não houve ocorrência significativa de reações graves.

É o caso da Dona Marta Luchesi e seu marido Alberto Luchesi, ambos de 70 anos. Eles moram em Buenos Aires e tomaram a primeira dose da Sputnik. Segundo seu neto, Bruno Blanco De Nucci, de 27 anos, até o momento, nenhuma reação foi sentida. “Eles não sentiram nem a picada. Ainda brincaram dizendo que não tomaram a vacina porque não sentiram nada. Minha avó estava sempre ficando resfriada, mas até agora nem isso aconteceu. Eles não tiveram qualquer outra reação. Até agora a saúde está perfeita”.

MESMO VACINADO, JORNALISTA É REINFECTADO

Mesmo tomando as duas doses da vacina Sputnik V, o repórter russo Sergey Satanovskiy, testou positivo para covid-19, porém com sintomas mais atenuados.

Ele está entre os voluntários que testaram a vacina em dezembro do ano passado. Após receber a segunda dose resolveu viajar para comemorar o Ano Novo afastado da cidade. Fez um teste antes da viagem e o resultado foi negativo.

Ele resolveu ir para uma cidadezinha afastada de São Petersburgo, onde mora sua avó. Os dois acabaram doentes. Inicialmente com sintomas iguais. Febre e dor de garganta. Os sintomas de Sergey, no entanto, desapareceram dois dias depois e seu teste seguiu dando negativo. Sua avó testou positivo e ficou com a saúde debilitada por mais tempo. Mesmo sem ser hospitalizada, ela teve três semanas de febre, pressão sanguínea elevada e se sentiu fraca e desanimada por bastante tempo.

NA RÚSSIA

Mesmo a Rússia sendo o primeiro país a anunciar a aprovação de uma vacina contra a Covid-19, os próprios russos ainda não aderiram a campanha.

Desde dezembro/2020, quando o governo russo começou a vacinar, até março deste ano, apenas 3,5% da população recebeu o imunizante. Enquanto os americanos já tem 18% da sua população vacinada, e os britânicos já vacinaram 32%. Os dados são do Our World in Data, um projeto vinculado à Universidade de Oxford que acompanha a imunização em todo o mundo.

Pesquisas recentes feitas pelo Levada Center mostram, por exemplo, que muitos russos acreditam que o novo coronavírus é uma arma biológica feita pelo homem e que há uma forte descrença em relação à Covid-19 na Rússia.

Para acelerar a campanha de vacinação, as autoridades do país deixaram de lado os grupos prioritários e abriram a campanha para todos os russos em janeiro. Centros de imunização foram instalados em praças de alimentação e shoppings. Em alguns casos, sorvetes grátis eram oferecidos a cada dose.

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