“ SOU PM 24 HORAS POR DIA “

Eleito com quase 100 mil votos (sendo quase 30 mil em São Gonçalo) o deputado coronel Salema (PSL), de 56 anos, é um homem que conquistou respeito pelos batalhões em que passou. Nesta entrevista na sede de A Tribuna, ele falou sobre como entrou na política, através de um convite do então candidato a Presidência da República Jair Bolsonaro, contou suas histórias a frente das corporações e convidou os simpatizantes do partido para o mutirão de filiação que acontece hoje em todo estado.
Sobre o fato de ser o pré-candidato do PSL a vice-prefeito em São Gonçalo, ele disse que ainda não chegou a sua vez. “Tive vários convites, mas sigo a orientação dos caciques do meu partido. O deputado [Carlos] Jordy lançou essa chapa com o Felippe Poubel na cabeça por ele ser atuante a mais tempo em São Gonçalo”, explicou.
Famoso nos batalhões por bater de frente contra os bailes nas comunidade de Niterói e São Gonçalo, Salema sempre diz que foi respeitado por todos. “Tinha acordos com as pessoas decentes que queriam fazer eventos sociais para ajudar o povo. Aqueles que queriam fazer farra na marra eu chegava com tudo mesmo e mandava parar do meu jeito”, disse.
Salema sempre fala para seus homens que após vestir a farda é preciso coragem. “Estou sempre de pé na rua a partir das 5h da manhã e cobro atuação da minha equipe. São Gonçalo é uma área de constante guerra é preciso defender a população”, ressaltou.
                                                                   FILIAÇÃO
Sobre o Dia Nacional de Filiação do PSL, Salema disse que o dia 17 é simbolico. “Aqui, em Niterói iremos fazer na CDL de Niterói, às 15h, mas ao mesmo tempo acontece o ato em vários municípios da região. A filiação pode ser feita pelo site ou nos próprios diretórios regionais”, afirmou o deputado.
Segundo Salema, muita gente é simpática aos ditames do partido. “Nossa ideia é fazer com que aquele cidadão que atua politicamente pelas redes sociais vá até o partido para se filiar”, realçou.
                                                                    BOLSONARO
Apesar de polêmico, Salema não acredita que o presidente Bolsonaro vá perder forças nas próximas eleições municipais. “O principal ele defende, que é a familía. Ele é um cara honesto que não abre mão da moralidade, muito adversário ainda está fazendo campanha estigando Bolsonaro com besteiras e como é de pavio quente acaba gerando notícia para a grande mídia”, destacou.
                                                                     UPPs
Segundo Salema, as unidade de pacificação sofreram com a falta de policiais e investimentos sociais. “As unidades perderam o sentido ao ficarem fracas porque era preciso os remanejamentos para os DPOs”, recordou. Sobre as histórias de seu comando à frente do 12ºBPM (Niterói/Maricá), Salema lembrou o dia em que o tráfico parou a obra do Túnel Charitas-Cafubá. “Quase não saiu. Fiquei sabendo através da imprensa e fui lá conversar com os operários que disseram que os traficantes pediram um arrego. No mesmo instante prendi o suspeito de ordenar a paralisação das obras de construção do túnel. A comunidade ficou ocupada pela PM para que as obras fossem retomadas”, recordou.
Sobre a reportagem de um jornal da capital que o acusa de ter a campanha financiada por uma milicia no Engenho Pequeno, em São Gonçalo, Salema se defende ao tratar com ironia: “Uma milicia sem armas?”, indaga. Segundo ele, a informação obtida pelo Ministério Público do Rio através de escutas telefônicas autorizadas pelas Justiça entre agosto e setembro se trata de uma reunião que aconteceu em um depósito de um supermercado para ajudar a população local. “Estive presente fui convidado por um morador que gosta de mim”, contou o deputado que nega envolvimento com os milicianos.
Salema explicou sobre sua suposta punição por declarar apoio à família Bolsonaro em um evento sobre segurança pública no município, realizado Clube Português, no dia 27 de maio, em São Francisco em Niterói.
“Na ocasião, entrei fardado, e dei até uma de profeta ao chamar o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) de “nosso presidente”, antes de presenteá-lo com uma camisa do Botafogo e número do partido. Ele disse que também homenageou o deputado estadual Flavio Bolsonaro, pré-candidato à Prefeitura do Rio, que após o ligou para fazer o convite para a política.

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