Sonho de Garotinho é reeditar saga de Lula

Há um ano Lula era apontado como um presidiário impossibilitado de ter o seu nome incluído entre os prováveis candidatos a qualquer mandato eletivo. Afinal havia cumprido 518 dias de cadeia e foi impedido de disputar o Palácio do Planalto com o símbolo do combate à corrupção oriundo das águas limpas da Operação Lava Jato e da pureza do juiz Sérgio Moro, credenciado a ser ministro da Justiça e com indicação para compor o STF.

Vendo o seu substituto na disputa, Fernando Haddad, ser derrotado nas urnas, o execrado operário de São Bernardo do Campo, que teve um teto na Polícia Federal do Paraná e nunca usou o triplex do Guarujá ou o sítio de Atibaia manteve o seu lema “A luta continua” e foi a todas instâncias declarar-se inocente, vencendo pela insistência e pela fraqueza moral de muitos personagens.

Desacreditado, por anos, não virou cinza e ressurgiu a ponto de, nos dias de hoje, ser apontado com a possibilidade de não precisar nem de ir ao segundo turno para suceder o seu arqui-inimigo no Planalto.

Dívida Pública Federal sobe 1,24% em julho e aproxima-se de R$ 5,4 tri

Mesmo com o vencimento de títulos prefixados, a Dívida Pública Federal (DPF) subiu em julho e aproximou-se de R$ 5,4 trilhões. Segundo números divulgados ontem pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 5,329 em junho para R$ 5,396 trilhões em julho, com alta de 1,24%.

O Tesouro prevê que a DPF continuará subindo nos próximos meses. De acordo com a nova versão do Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentada no fim de julho, o estoque da DPF deve encerrar 2021 entre R$ 5,5 trilhões e R$ 5,8 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) subiu 1,02%, passando de R$ 5,103 trilhões em junho para R$ 5,155 trilhões em julho. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 16,14 bilhões em títulos a mais do que resgatou. Também houve a apropriação de R$ 35,69 bilhões em juros. Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública.

Em julho, o Tesouro emitiu R$ 130,52 bilhões, abaixo de R$ 150 bilhões pelo segundo mês seguido. Os resgates da DPMFi somaram R$ 114,18 bilhões, influenciados principalmente pelo vencimento de R$ 112,76 bilhões em títulos prefixados (com rendimento definido no momento da emissão).

A alta também foi impulsionada pela Dívida Pública Federal externa (DPFe), que subiu 6,26%, passando de R$ 226,67 bilhões em junho para R$ 240,87 bilhões em julho. O principal fator foi a valorização de 2,39% do dólar no mês passado. No entanto, a captação de US$ 2,25 bilhões no mercado internacional no fim de junho, que só foi registrada nas estatísticas de julho, também influenciou.

A vaga do Senado

O ex-governador Anthony Garotinho viveu um filme semelhante. Condenado por distribuir “cheque-cidadão” além dos limites e sempre proclamando ser vítima de perseguição por parte de um juiz de Campos dos Goytacazes, perdeu os direitos políticos e a liberdade física. Pior: apanhou feio na cadeia, com golpes de marreta desfechados por um policial militar.

A sua saga não foi projetada na grande mídia que nunca aceitou um interiorano querendo “mandar na capital”, junto com a esposa.

Imagina restar-lhe a pouco procurada vaga de senador no vazio político do Estado, mas a primeira pequisa apontou-o numa sexta posição, empatado com Rodrigo Maia e aquele prefeito de Caxias que se notabilizou por levar multidões para a disputa de vacinas nos postos, como se elas estivessem sobrando.

Bandeira de Mandela

Garotinho e Lula são otimistas e se inspiram no exemplo de Nelson Mandela, o líder negro que saiu da cadeia para presidir a África do Sul e tornar-se um ícone universal.

Os dois políticos brasileiros não tiveram apoio dos que se dedicam aos “Direitos Humanos”, com tonalidades diferentes: na esquerda ou nos gabinetes governamentais.

Caminho de Crivella

O evangélico – como Garotinho – Marcelo Crivella, também chegou a ser preso e não teve seu nome aceito para ser embaixador do Brasil na África do Sul, como planejou Jair Bolsonaro.

Mas o ex-prefeito carioca está bem cotado, aparecendo com 9% das intenções de votos avaliadas pela pesquisa do GERP, bem perto dos 10% conferidos ao senador Romário (PL) e ao deputado Alessandro Molon, do PSB e líder da oposição.

Estacionamento

O mesmo repórter que estranhou a cobrança de R$ 3,00 por meia hora de estacionamento num edifício mo bairro de Icaraí, acreditou na justeza da crítica ao deparar com um estacionamento entre o Terminal de Ônibus e o Caminho Niemeyer, cobrando R$ 15 pela diária.

Mas sentiu a intensidade do disparate de cobranças, ao buscar uma vaga no ponto de Botafogo onde funcionam hospitais e o Cemitério São João Batista: R$ 15 por meia hora de parada.

É colocar a corda no pescoço de quem está precisando de ar para continuar respirando.

Conceito econômico

Há quem acredite na justeza da cobrança feita por quem tem um espaço e busca usá-lo comercialmente e no direito das pessoas fazerem suas opções, segundo as leis de mercado que regem a procura, a urgência, a baixa oferta e a capacidade de desembolso.

Habitualmente a atividade não contribui para a melhoria da qualidade e se vale, muitas das vezes, de ruínas ou terrenos abandonados, dispensando-se investimentos.

Conceito social

O espaço urbano tem de ser considerado pela sua importância social.

Os estacionamentos operantes situam-se em áreas de gente de alto poder de renda mas também muito procurado para quem se desloca profissionalmente e tem baixa renda. Uma diária como a praticada em Botafogo representa uma receita de R$ 240.

O salário mínimo representa uma diária de R$ 38.

O Poder Público é o pêndulo da balança social e tem o dever de ofertar uma legislação garantindo investimentos para implantação de edifícios-garagem, com segurança e práticas justas de preços.

O solo urbano deve ser usado com a previsão de movimentação pública e não apenas na oferta de residencias ou lojas.

Homenagem

A secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos de Niterói, Dayse Monassa, foi condecorada com o diploma de “Colaborador Emérito do Exército”. O título é concedido a personalidades e instituições civis, brasileiras ou estrangeiras, que possuam elevado conceito na classe e na comunidade que pertencem, e tenham praticado ação destacada em prol do Exército brasileiro.

Neste último ano, como secretária, Dayse Monassa instalou a nova iluminação nos acessos à Fortaleza de Santa Cruz, unidade militar que fica em Jurujuba, e revitalizou a iluminação do Forte do Pico, que estava desligada há uma década. Ao receber a condecoração, Dayse dedicou a honraria ao prefeito de Niterói, Axel Grael.

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