Sobe para sete o número de mortos em deslizamento de pedra em Capitólio

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, confirmou que subiu para sete o número de vítimas fatais no deslizamento de pedra que aconteceu no Lago Furnas, em Capitólio, neste sábado (8) por volta das 12h30. A estimativa do coronel dos bombeiros Edgard Estevo, é de que 20 pessoas estejam desaparecidas.

O corpo de todas as vítimas fatais foi encontrado no local do acidente, mas suas identificações não foram divulgadas.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 32 pessoas foram atendidas por causa do acidente, a maioria com ferimentos leves. Dessas, 27 já foram liberadas da Santa Casa de Capitólio.

Outras 9 seguem internadas: 2 pessoas com fraturas expostas foram para a Santa Casa de Piumhi, a cerca de 23 km de Capitólio; 3 pessoas ainda não têm estado de saúde confirmado e estão sendo atendidas na Santa Casa de Passos, a 74 km de Capitólio; mais 4 pessoas com ferimentos leves estão na Santa Casa de São José da Barra, a 46 km de Capitólio, com ferimentos leves.

Uma equipe de mergulhadores está no local e não há previsão de término das buscas que foram suspensas quando anoiteceu, mas retornam na manhã de domingo (9).

Segundo o coronel dos bombeiros Edgard Estevo, a estimativa é de que 20 pessoas estejam desaparecidas.

REGIÃO TURÍSTICA

O local do acidente é conhecido por receber muitos turistas devido a sua bela paisagem natural.

Assim como outras partes do estado, a região tem sido atingida por fortes chuvas que estão causando danos no local. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia emitido um alerta de chuvas intensas, que durariam até a manhã deste sábado (8).

A princípio, a informação do Corpo de Bombeiros foi que uma tromba d’água junto às pedras fez com que elas caíssem. Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra que, momentos antes do acidentes, turistas de outro barco, filmam algumas pedras pequenas caindo do local e tentam alertar ao barco que estava próximo as pedras.

O geólogo Carlos Augusto Cunha, disse que, pelo que conhece da localidade, independente da tromba d’água, a pedra já estava se desprendendo e já causaria um acidente.

“A tromba d’água não foi a principal causa do acidente. Existia uma erosão ali. A pedra ia desabar de qualquer jeito. A tromba d’água pode ter acelerado esse processo. Pelo que percebi no vídeo, os barcos estavam muito próximos as pedras, a beleza do local encanta, mas é necessário que uma vistoria seja feita no local para que isso não aconteça mais. Quem comanda os barcos tem que ser orientado para não chegar tão perto”, explica.

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