Só para complicar

Quase metade dos contribuintes ainda não enviou declaração do IR

A 28 dias do fim do prazo, quase metade dos contribuintes ainda não acertou as contas com o Leão. Até o momento, 17.217.336 contribuintes enviaram a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), 52,8% do previsto para este ano. O balanço foi divulgado pela Receita Federal, com dados apurados até as 11h de ontem (3).

Neste ano, o Fisco espera receber até 32.619.749 declarações. No ano passado, foram enviadas 31.980.146 declarações.

O prazo de entrega começou em 1º de março e vai até as 23h50min59s de 31 de maio. A data limite foi adiada em um mês para suavizar as dificuldades no recolhimento de documentos impostas pela pandemia de Covid-19.

No último dia 13, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que propõe adiar novamente o prazo para 31 de julho, por causa do agravamento da pandemia. Como o texto foi aprovado no Senado, só depende de sanção presidencial para passar a valer.

O programa para computador está disponível na página da Receita Federal na internet. Quem perder o prazo de envio da declaração terá de pagar multa de R$ 165,74, ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

A entrega é obrigatória para quem recebeu acima de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis em 2020. Isso equivale a um salário acima de R$ 1.903,98, incluído o décimo terceiro.

Nomes pouco conhecidos na busca do Governo e do Senado

São três os principais núcleos na formação do eleitorado fluminense. O mais numeroso está concentrado na atual Capital. O segundo está centrado no trecho metropolitano carioca. O terceiro é constituído pelos demais municípios antes integrantes do antigo Estado do Rio, absorvido há 46 anos.

Há grande diferenciação de identidade e na ausência de um nome representativo de todo o Estado. O próximo jogo eleitoral terá uma regra diferente: o predomínio ideológico. Os valores pessoais, representativos do conhecimento do Estado e da sua gente, vão se tornar secundários.

Para o governo figura na lista de possibilidade o ex-companheiro e sucessor de Wilson Witzel, só conhecido pelo fato de ter saído do anonimato para assumir o Governo do Estado. Mais conhecido, Eduardo Paes promete manter-se na Prefeitura. Não conhece todo o Estado e cometeu o erro de depreciar a cidade de Maricá. Projetado pela sua administração na cidade e no Conleste, o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves está silencioso, mesmo tendo conseguido aceitação de muitos cariocas e de se projetar nacionalmente. Washington Reis, reeleito em Duque de Caxias e tendo um irmão deputado, é conhecido na Baixada, mas pecou ao mobilizar seguidas vezes a população para uma vacinação-fantasma.

Para o Senado

O mesmo se repete no Senado, onde o nome mais conhecido é o de Romário, pela lembrança do seu glorioso passado futebolístico e pelo vexame da sua atuação num debate com Wilson Witzel no primeiro turno eleitoral de 2018. O outro é o deputado Otoni de Paula, representativo do grupo bolsonarista, que deve ocupar a vaga antes destinada ao ex-prefeito carioca Marcelo Crivella.

Já a esquerda pode apoiar Alexandre Molon, do PSB, ou escolher um nome do PT ou PDT. Neste rol se incluem os ex-prefeitos Rodrigo Neves e Washignton Quaquá, de Maricá.

Não surgiram com a expressão de um Roberto Saturnino ou um Paulo Torres para citar apenas a fase pós-64.

Só para complicar

Os doutos da TI estão sempre arranjado normas para o relacionamento empresa-consumidor.

A novidade lançada pelo banco Itaú é a criação de um canal para se falar com o gerente da conta do cliente via WatsApp, mesmo se o subordinado às suas normas não ter ou não querer coim o modelo de telefonia.

Não avisaram a mudança e quando cliente apressado quer saber seu saldo, mesmo para pagamento na própria agência, esbarra num a enormidade de perguntas e num novo cadastro.

Não sobra nem espaço para o fato de ser levado ao gerente. A tela fica bloqueada e o veterano cliente não tem acesso ao tradicional item “fale com seu gerente” ou “fale conosco”.

Tal situação viveu um experiente administrador de contas via meios eletrônicos.

Coação

É incrível como o sistema impõe normas aos clientes de cartões e de bancos, o que pode induzir a erros na vida transparente.

Exemplo disto é de um empresário que, agindo corretamente, separa seus gastos: um cartão empresarial e outro individual.

O cartão empresarial é administrado por uma bandeira bancária e o individual, por outra.

O cliente correto acaba sendo obrigado a fazer compras empresariais com o seu cartão particular e vice-versa.

Tudo para concentrar num determinado banco a movimentação financeira dos clientes de cartões conveniados.

Há exceções de se poder pagar contratar serviços ou compras em setores confiáveis, ainda que não sejam participantes do mesmo casamento banco-cartão.

Reformas, já

O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, assegurou que a CPI da Pandemia não vai atrasar as reformas eleitoral e tributária, entre outras em estágio menos avançado mas a serem tocadas este ano.

Quanto à realização do Censo Geral, explicou haver muitas maneiras para se encontrar recursos fora das determinações do tão criticado orçamento. A legislação permite remanejamento de dotações.

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