Sistema de sirenes contra enchentes está desligado em SG

Goevanne Mendes –

Prevenção para um problema frequente e que pode custar vidas, assim os moradores definem o sistema de sirenes de alerta de enchentes e alagamentos, instalado no fim de 2014 em São Gonçalo.

O município, que tem a segunda maior população do estado, costuma sofrer com chuvas que deixam inundadas as ruas de vários bairros. O problema é que desde o verão de 2016 o sistema deixou de funcionar na cidade, já que o governo do Estado do Rio de Janeiro não cumpriu o contrato com a empresa responsável de manutenção dos equipamentos, deixando de efetuar os pagamentos.

O resultado é simples: em dias de chuva os moradores olham para o céu e ficam preocupados com a quantidade de água que poderá cair. Quando instalados, as 25 sirenes e os nove pluviômetros, que custaram R$ 22 milhões, alertavam contra os possíveis pontos de alagamento e enchentes, ajudando a Defesa Civil do município a realizar ações de prevenção como o deslocamento de pessoas que vivem em áreas de risco.

Empresário, dono de uma loja de material de construção em Neves, Jeferson Almeida, de 45 anos, já perdeu as contas de quantas vezes viu o seu comércio ser invadido pelas águas das chuvas. Segundo ele, o valão que fica na Rua Alberto Torres vive alagando, pois a população também não colabora e acaba jogando todo o tipo de lixo no local, facilitando o entupimento e o transbordo durante as tempestades. Para o empresário, não tem sirene que ajude nestes casos, pois, segundo ele, precisa da colaboração de todos.

“Mês passado teve uma forte chuva e a rua ficou completamente tomada pelas águas. Muita gente perde tudo, já que a água entra nas casas. Com a sirene em funcionamento as pessoas têm a certeza de que não serão pegas de surpresa. Agora, sem o sistema fica difícil. Mas é preciso também que os moradores colaborem e evitem jogar lixo, nos canais e rios da cidade”, comentou o empresário.

“Eu nunca vi isso, deixar a população sem um serviço tão importante como este. Agora quando chove a gente não sabe o que estar por vir. Eu tenho três crianças pequenas em casa e em dias de temporal não consigo dormir em paz”, disse a manicure Rosane da Silva, de 39 anos, moradora de Colubandê e que ano passado sofreu com a enchente que invadiu a sua casa.

De acordo com o Governo do Estado, há uma licitação em andamento para que uma nova empresa seja escolhida e passe a cuidar da operação e manutenção do sistema.

Já a prefeitura de São Gonçalo informou que a manutenção dos equipamentos pelo governo estadual será retomada em setembro deste ano. Segundo a nota, o período de chuvas fortes acontece no verão e que neste momento o município atravessa grande crise econômica e não tem condições de custear a manutenção das 25 sirenes de alerta”, finalizou a nota.

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