Sistema Cicloviário da Região Oceânica começa a sair do papel

Foi divulgado no Diário Oficial do município o processo de contratação da empresa que fará as obras de implantação do Sistema Cicloviário da Região Oceânica. Ao todo serão 21 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas, parte do Lote 01 do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável). Os bairros contemplados dessa vez serão: Engenho do Mato, Jacaré, Maravista, Piratininga e Santo Antônio.

Essa primeira parte de obra está orçada em R$ 4.997.332,39 e terá sete meses de duração, com início previsto para outubro desse ano. Esses 21 quilômetros fazem parte de um total de 43, mas foram divididos em diversos lotes para reduzir o impacto viário que as obras vão gerar. O coordenador do Programa Niterói de Bicicleta, Felipe Simões, disse que vias como Avenida Irene Lopes Sodré, no Engenho do Mato, toda a orla de Piratininga e a Rua Acúrcio Torres, também em Piratininga, vão ganhar as seletivas para bicicletas. Na primeira a ciclovia será segregada com canteiro de plantas e com qualidade semelhante da Avenida Marques do Paraná, no Centro de Niterói.

“A Região Oceânica tem uma característica em relação as outras: ela possui o uso da bicicleta muito consolidado. Percebemos uma alteração da cultura da população e a região está sendo muito utilizada. É preciso aumentar a segurança na circulação das vias. Esse processo se iniciou em 2018 e fizemos quatro reuniões com consultas públicas para tratar sobre projetos e soluções individuais para cruzamentos, por exemplo. Agora estamos executando esses projetos”, explicou.

Para Rubens Branquinho, administrador regional da Região Oceânica, é importante a continuidade da malha cicloviária na região.

“Já temos ciclovia na saída do Túnel mas precisamos dessa conectividade. Nossa região é bem plana e permite o modal da bicicleta como meio de locomoção, como cicloturismo e como modalidade esportiva”, resumiu.

Foi justamente o que salientou um dos responsáveis pelo coletivo Pedal Sonoro, Luís Araujo.

“A Região Oceânica precisa desse investimento principalmente para quem usa a bike como meio de locomoção. Isso vai muito além de turismo e de ciclovia em orla de praia. Precisamos dessa proteção e delimitação para idas ao centro da região, ao banco e ao mercado”, exemplificou.

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