Sindicato aponta queda nas matrículas da rede municipal de SG

Raquel Morais –

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de São Gonçalo (Sepe-SG) divulgou dados sobre a queda de matrículas na rede municipal de São Gonçalo de 4,1%, de 43.065 para 41.287, entre os anos de 2018 e 2019. Em contrapartida, houve um aumento muito pequeno na rede estadual de ensino no município, de 0,78%, passando de 44.881 para 45.235 em 2019. O órgão acredita que a violência, falta de investimento nas escolas e até mesmo a modernização no processo de matrícula estão relacionados com a diminuição dos alunos, apesar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não ter divulgado ainda os números oficiais deste ano sobre evasão escolar.

Segundo o Sepe-SG, um relatório do Inep informa que no ensino fundamental a queda em São Gonçalo foi de 33.126 para 31.350 (-5,3%) e no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) o quantitativo de alunos passou de 4.324 para 4.056 (-6,1%). A única modalidade que teve aumento foi a educação infantil, de 5.615 em 2018 para 5.881 em 2019, um crescimento de 4,7%.

Já na rede estadual, o ensino médio teve queda nas matrículas, de 18.795 para 17.462, o que representa menos 7% dos alunos em sala de aula. Já na educação fundamental foi constatado um aumento de 20.174 para 20.989 (4%) e no EJA de 5.912 para 6.784 (14,7%).

Segundo Maria dos Nascimento, diretora do Sepe-SG, observa-se uma queda nas matrículas da rede municipal no Ensino Fundamental e na EJA, que podem ter vários fatores. “Penso que a oferta precarizada da educação, a violência, a falta de políticas públicas que garantam o acesso e a permanência tem afastado nossas crianças e jovens da escola. Uma série de questões contribui com isso. A matrícula fácil não é fácil e a navegação é algo difícil. As péssimas condições que a escola apresenta. Falta algo que motive o interesse do aluno. A falta de investimento. A violência interfere diretamente na evasão escolar. Os maiores índices de evasão são em áreas de risco. O próprio aluno pode se envolver, ou é ameaçado ou tem medo de estudar em alguma escola”, afirmou.

Procurada, a Prefeitura de São Gonçalo informou apenas que a rede pública municipal de Educação efetuou 44.039 matrículas em 2019 e 43.699 em 2018, números bem diferentes dos que foram apresentados pelo Sepe-SG. Já a Secretaria Estadual de Educação se limitou a dizer que São Gonçalo, Maricá, Niterói e Itaboraí contam com certa de 82 mil alunos e que sobre a evasão escolar aguardaria os números do Inep, que também foi procurado, mas não respondeu. A reportagem também entrou em contato com o presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Flavio Serafini (PSOL), que não retornou os contatos.

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