Sindicalistas protestam na Ponte Rio-Niterói

Augusto Aguiar –

Um grupo com cerca de 70 trabalhadores, ligados ao Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias de Rodovias em Geral no Estado Rio de Janeiro (Sindecrep-RJ) promoveram, nesta quarta-feira (19), um ato de protesto junto à Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (2ª DPRF), próximo à Praça do Pedágio da Ponte Rio-Niterói.

De acordo com a Federação Nacional dos Empregados de Concessionárias de Rodovias, o grupo onde estão inseridos arrecadadores (guichês), empregados de pista (organizadores de tráfego) e os chamados papa-filas (cobradores de pista), por exemplo, reivindica 5% de aumento real de salário, 20% de adicional de risco, aumento do vale-alimentação, cesta básica, participação nos lucros e resultados, de cinco salários, e é contra as demissões. De acordo com representantes do sindicato, a data base da categoria era março e as empresas acenaram com um índice de reajuste salarial de 3%, o que foi considerado abaixo da inflação.

No início da mobilização dos trabalhadores e sindicalistas na Ponte Rio-Niterói, agentes da PRF tiveram de agir com rapidez para evitar que o grupo bloqueasse o fluxo de trânsito no local, que já apresenta rotina de retenção no horário da manhã, sobretudo na pista sentido Rio. Agentes do Núcleo de Operações Especiais (NOE) da PRF, fortemente armados, chegaram rápido, e depois de dialogarem com os trabalhadores e sindicalistas, convenceram o grupo a promover o ato ao lado da 2ª DPRF, de forma pacífica, sem incidentes. “Tínhamos policiais de serviço. O grupamento de choque da PRF foi acionado, conseguiu conversar com os manifestantes e houve respeito. Foi pacífico. Os direitos deles têm limites e o ato poderia atrapalhar os usuários da ponte”, explicou o inspetor Ligiero, chefe operacional da PRF na ponte.

“O ato faz parte da campanha salarial. Tivermos o dissídio no mês de março. Nos foi oferecido 2,18% de reajuste. Consideramos pouco. Também estamos protestando contra o movimento de demissão das concessionárias, que estão contratando terceirizados e demitindo em massa”, explicou a diretora do Sindecrep-RJ, Brieli Galdino.

A concessionária Ecoponte, através de sua assessoria de comunicação, emitiu uma nota oficial informando que não houve participação direta de seus colaboradores na manifestação e que o ato teria sido realizado por sindicalistas. Disse ainda que mantém diálogo com as lideranças sindicais e que cumpre o acordado nas negociações trabalhistas. O protesto não provocou interdição de faixa de rolamento e o fluxo seguiu o padrão para o período da manhã.

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