Síndica afirma que casarão foi destruído por balão

Geovanne Mendes

Uma informação obtida com exclusividade pela TRIBUNA muda toda a dinâmica conhecida até então sobre o incêndio que destruiu parte do casarão histórico no Fonseca, Zona Norte da cidade, que abrigou o Colégio Brasil. Vinte e quatro horas depois do incidente, Elizabeth Oliveira, de 52 anos, síndica do condomínio que fica no mesmo terreno do casarão, afirmou que na manhã desta sexta descobriu por um dos funcionários do condomínio que o incêndio fora causado por um balão, que caiu por volta das 11h da terça-feira na frente do prédio, considerado um patrimônio histórico de Niterói.

“Só quando o meu guardião de piscina chegou para trabalhar é que fiquei sabendo por ele que na terça um balão, por volta das onze horas, caiu aqui no terreno e que a bucha em chamas caiu na frente do condomínio. Não conseguimos identificar ainda quem é o homem que pegou o balão e deixou a bucha, que em seguida consumiu o casarão em chamas. Esse era o nosso maior tesouro. Tinham livros antigos lá dentro da história do nosso país”, lamentou a síndica.

O local, que abrigou o tradicional Colégio Brasil na década de 1950, foi interditado pela Defesa Civil Municipal por oferecer riscos de desmoronamento. Ninguém ficou ferido nem foi preciso atendimento por conta de inalação de fumaça. Os militares do Corpo de Bombeiros passaram todo o dia no local.

As chamas começaram por voltas das 5 horas, quando moradores assustados desceram dos apartamentos. “Logo chamamos os bombeiros que conseguiram apagar o fogo. Mas como tem muita folhagem seca e madeira no casarão, toda hora o fogo recomeçava. Foi muito triste isso tudo que aconteceu, ainda mais com um patrimônio tão lindo e rico em história como esse”, comentou Elizabeth na quinta-feira.

Segundo os moradores mais antigos, na época da construção do condomínio uma das cláusulas do contrato foi a exigência de se manter o prédio, construído pela Família Brasil, onde até mesmo o cantor Roberto Carlos estudou.

No dia, os bombeiros especulavam que o fogo pudesse ter se originado em guimbas de cigarro. Mas a Polícia Civil iria periciar o local e analisar as prováveis causas.

Denúncia
Na segunda-feira, a síndica do condomínio irá até a Defesa Civil do município pegar o laudo do incêndio e aproveitará ocasião para denunciar que a causa foi criminosa, já que soltar balões é crime.

“Não vamos deixar isso barato, foi um crime sim. Precisamos que as autoridades investiguem. Perdemos um pouco da nossa história”, concluiu.

Procurada, a Polícia Civil, responsável pelas investigações, disse que ainda trabalha para descobrir a causa do incêndio.

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