Setor de farmácias fecha o ano no azul e perspectiva é muito positiva para 2021

Raquel Morais

A pandemia da Covid-19 impactou muitos setores econômicos, mas apesar do alto índice de desemprego, postos de trabalhos fechados e muitas empresas que faliram, o setor farmacêutico não foi tão impactado. A corrida nas farmácias para compras de medicamentos fez o segmento disparar e fechar o ano com aumento nas vendas de 20%, segundo estimativa da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar). Além disso o Comitê Técnico-Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) já começou a definir os procedimentos para o reajuste dos preços dos medicamentos para 2021; já que ontem foi divulgado o índice de 3,29% para o fator de produtividade (Fator X).

As vendas de medicamentos para tratamentos de doenças respiratórias e até mesmo como forma de prevenção, como vitaminas por exemplo, está em alta. Até o final do ano o crescimento nas vendas das farmácias deverá ser maior ainda que os 20%. “Pelo próprio motivo da crise, que foi relacionada a uma questão de saúde, o mercado não foi afetado, até crescemos mais do que estava projetado na normalidade”, contou o presidente da federação Edison Tamascia.

Em relação ao índice de aumento de 3,29% divulgado pela CMED, o Fator X ‘é o mecanismo que permite repassar aos consumidores, por meio dos preços dos medicamentos, as projeções de ganhos de produtividade das empresas produtoras de medicamentos. Ele é calculado por meio da análise de séries temporais da indústria farmacêutica’. Isso é calculado com base na Lei 10.742/2003 e ‘o ajuste de preços de medicamentos tem por base um modelo de teto de preços calculado por meio de um índice de preços, de um fator de produtividade (Fator X) e de uma parcela de fator de ajuste de preços relativos entre setores (Fator Y) e intrassetor (Fator Z)’.


Além desse modelo de base para o reajuste ainda é considerado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge). “Os preços estão muito caros e acho que no ano que vem vai aumentar ainda mais. É o momento das farmácias ganharem. Isso acontece com todos os segmentos. E não só a indústria do medicamento está em alta, de máscaras de proteção, de luvas, de álcool, de vacina e por aí vai”, reforçou a aposentada Silvana Matos, 63 anos.

O balconista de uma farmácia do Centro de Niterói explicou que os dois medicamentos que mais estão sendo vendidos são os antibióticos e vermífugos que aumentaram em cerca de 60% as vendas no comparativo de março desse ano. “As pessoas estão comprando esses medicamentos até como forma preventiva. Já os anti gripais e vitaminas estão sendo comprados na média”, explicou Márcio Resende.

E nessa onda de ‘enquanto uns choram, outros vendem lenços’ o que não falta é criatividade para manter as contas no azul. O empresário Cristiano Caldas usou a tecnologia para facilitar as pessoas a manterem a saúde em dia. “Criamos um marketplace de vacinas em domicílio usado através de um aplicativo. A proposta é oferecer uma ferramenta que disponibilize todos os tipos, marcas e preços de vacinas, para que possam comparar e agendar a aplicação com a clínica que melhor atender os critérios de decisão. As empresas cadastradas são de várias cidades como Niterói e São Gonçalo e a ideia é estar presente em todo o país até o final deste ano”, frisou.

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