Setor da construção civil em Niterói está desacelerado

Enquanto o estado de São Paulo nos últimos 12 meses a construção civil fechou quase 500 mil postos de trabalho, em Niterói esse segmento também amarga com a crise financeira do país. Os trabalhadores do setor, de empreendedores até os operários, só têm uma sensação: medo. Medo da demissão, medo de injetar dinheiro em uma construção e não ter retorno e medo de se comprometer em um financiamento a longo prazo.
O levantamento feito na cidade da garoa foi pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), que nos primeiros seis meses de 2016 perdeu 139,1 mil vagas. Questionado o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e no Mobiliário, Engenharia Consultiva, Instalação Hidráulica, Elétrica, Produtos Artefatos de Cimento, Obras Terraplanagem em Geral, Construção de Estrada, Pavimentação e Montagem Industrial de Niterói (STICM-Niterói), também lançou um panorama negativo para o setor.
“Realmente o primeiro semestre nesse setor em Niterói foi muito ruim. Viramos o ano de 2015 para 2016 com perspectiva de demissões e elas aconteceram. O índice de demissão é forte e é reflexo disso, já que não se vê muita construção nova na cidade. Os empreendimentos estão sendo terminados, mas obras com novos lançamentos, como 2013 e 2014, está difícil. As poucas vendas apresentam alto índice de desistência e o empresário tem medo de empregar um dinheiro forte em uma construção”, explicou Eduardo Brito, secretário do STICM-Niterói.
O representante do sindicato ainda explicou que a preocupação do trabalhador que está contratado é o medo da demissão. “E nós que representamos essa classe também ficamos muito preocupados com essa situação. Muitos desses profissionais procuram emprego em outras cidades e até mesmo aceitam trabalhos informais, os famosos bicos”, finalizou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *