Servidores estaduais da Saúde iniciam greve na segunda

Anderson Carvalho

Ano novo, problemas velhos. Por causa dos salários atrasados e a indefinição de quando e como será o pagamento do 13º salário, os servidores estaduais da saúde iniciam greve por tempo indeterminado esta segunda-feira. A paralisação foi decidida na noite do último dia 29 em assembleia com a presença de diversas categorias, como médicos, farmacêuticos, agentes da Vigilância Sanitária, técnicos de enfermagem e outras. Os grevistas alegam falta de condições financeiras de subsistência e dificuldade de ir ao trabalho.
A notificação da greve foi enviada à Secretaria de Estado de Saúde.

A pasta ficou de pagar até a última sexta-feira os salários integrais de novembro a 4,6 mil servidores de níveis médio, fundamental e elementar. Os demais receberão parcelado a partir de 5 de janeiro.

A Secretaria de Saúde informou que reconhece o direito legítimo de greve, desde que não impeça a manutenção de serviços essenciais. A greve anunciada abrange cerca de 30% dos funcionários, já que cerca de 70% dos colaboradores desta secretaria já receberam os salários. Vale ressaltar que os servidores lotados na Superintendência de Vigilância Sanitária receberão no dia 26 de janeiro um adicional de produtividade, pago com recursos da própria secretaria.

O Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca e o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, são geridos por Organizações Sociais (OS) e não terão os serviços médicos afetados.

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