Servidores da UFF iniciam greve hoje por tempo indeterminado

Anderson Carvalho –

Os servidores técnico-administrativos da UFF entram em greve a partir desta sexta-feira (10) por tempo indeterminado. A pauta, ao contrário das greves anteriores, é nacional. Contra as reformas trabalhista – que entra em vigor neste sábado (11) – e a previdenciária, promovidas pelo Governo Michel Temer. Também contra os cortes do adicional de insalubridade, falta de condições e segurança no trabalho, falta de recursos no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) e congelamento de salários. Além dos funcionários da UFF, param ainda os técnico-administrativos de todas as universidades federais do país, inclusive a UFRJ, a Unirio e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Na UFF, vão parar o bandejão, as bibliotecas, a coordenação e secretaria dos cursos, o serviço administrativo no prédio da Reitoria e o atendimento no Huap que não for considerado essencial. As aulas continuam normalmente, já que os professores são da categoria dos docentes. A segurança e a limpeza são feitas por funcionários terceirizados e também continuam trabalhando normalmente. A paralisação será comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores da UFF (Sintuff). Segundo o órgão, a universidade começou a sofrer com atrasos e cortes de bolsas e redução de orçamento para a pesquisa. Outra reclamação é que o reitor Sidney Melo entregou o Huap nas mãos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), uma empresa de direito privado. Dezenas de leitos foram fechados e aumentou a sobrecarga de trabalho.
A UFF tem cerca de 12 mil técnicos administrativos.

Paralisação 24 horas
Também nesta sexta centrais sindicais (CUT, Força Sindical e CTB) promovem greve geral em todo o país, com manifestações em diversas cidades, além das capitais. Em Niterói, os professores da UFF também param, junto com os professores das redes municipal e estadual. Os professores da rede municipal se concentram às 13 horas em frente à sede da prefeitura. Às 15h, haverá passeata até a Estação das Barcas, na Praça Araribóia. Às 16 horas haverá concentração em frente à Igreja da Candelária, no Centro do Rio, seguida de passeata pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde haverá ato público. Outra categoria que também cruza os braços é a dos funcionários dos Correios. A paralisação e a manifestação são contra as reformas promovidas pelo Governo Michel Temer.

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