Servidores da UFF decidem por greve nesta quinta

Geovanne Mendes –

Foi confirmada pelo Sindicato dos trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (Sintuff) e pela Associação dos Docentes da UFF (Aduff) uma paralisação de 24 horas das atividades laborais, a ser realizada nesta quinta-feira (14) por professores e funcionários do quadro técnicos-administrativo da universidade. Dezenas de funcionários da UFF decidiram pela mobilização e realizarão uma ato intitulado de Dia de Lutas e Paralisação em Defesa dos Serviços Públicos. Além dos profissionais da UFF, servidores públicos federais, metalúrgicos, petroleiros, bancários e outras categorias também participarão da mobilização contra o governo do presidente Michel Temer e contra o governador Luiz Fernando Pezão, além atos em apoio às universidades: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo). O Diretório Central dos Estudantes da UFF (DCE) também participará das mobilizações. Diversas programações serão realizadas nesta quinta, cada categoria fará o seu movimento. Os servidores da UFF irão fazer panfletagem no Centro de Niterói e a partir das 17h ser reunirão em uma passeata com todas as outras categorias participantes deste dia de mobilização no Centro do Rio. Eles caminharão da Cinelândia até a Candelária mostrando a união das categorias e buscando chamar a atenção da sociedade para as suas causas.

Em nota, a Aduff informou que a data de mobilização foi apontada na reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) no dia 18 de agosto, a partir da reunião ampliada do Fórum de Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), que encaminhou pela realização de um dia de lutas em setembro, em defesa dos serviços públicos e em oposição às contrarreformas. Além de ser contra a Reforma da Previdência, sugerida pelo Governo Federal, os docentes reivindicam a revogação das conhecidas leis da Reforma Trabalhista (PCL 38/2017) e da Terceirização (Lei nº 13.429/2017)além da Emenda Constitucional 95/96, que estaciona os gastos públicos por 20 anos, o que já impacta duramente as instituições e institutos federais de ensino.

Em nota, o Sintuff disse que a UFF vem sofrendo com profundos cortes de verbas e se depender do presidente Michel Temer a instituição vai seguir pelo mesmo caminho das universidades do estado. Segundo o sindicato, as universidades sempre foram espaço de luta e resistência, de enfrentamento aos governos e suas políticas e essas resistências têm mais forças quando unificam estudantes e trabalhadores, informou o Sintuff.

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