Servidores da UFF decidem entrar em greve a partir do dia 10

Anderson Carvalho –

Os servidores administrativos da UFF decidiram ontem que vão iniciar greve a partir do próximo dia 10, após infrutíferas reuniões com a reitoria da universidade na tentativa de impedir a implantação do ponto eletrônico e as mudanças na escala de trabalho no Hospital Universitário Antônio Pedro, a defesa da jornada de 30 horas, a revogação do contrato com a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e concurso público para as vagas ociosas do Huap.

A decisão foi tomada após uma assembleia da categoria promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da UFF (Sintuff), no prédio da reitoria, após ato unificado com os estudantes, que lutam por uma verba de R$ 1 milhão em emenda parlamentar para assistência estudantil, que UFF até agora não executou. Os servidores tentaram ser recebidos pela manhã pelo reitor Sidney Mello, mas este desmarcou a reunião.

Em nota, o Sintuff afirmou que a atual reitoria cometeu estelionato eleitoral para eleger a sua chapa (encabeçada pelo vice-reitor Antônio Cláudio da Nóbrega) como mote de campanha, para depois da eleição, trair a promessa. Eis um trecho:

“Inventam alegações “jurídicas” sem fundamento, já amplamente desmistificadas por extensa e consistente documentação jurídica apresentada pelo sindicato. Usam os órgão de controle como desculpa para fazer política e atacar os direitos dos servidores. Tanto é assim que esperaram a eleição acabar para soltar um pacote de maldades contra a categoria. Nas reuniões, a categoria tem assistido muita enrolação, distorçãoe demagogia. As tentativas de jogar estudantes contra servidores, ao desmarcar audiências alegando que a manifestação de um dos segmentos impedia a reunião com o outro só mostrou o quanto essa reitoria apela para artimanhas de forma a fugir da negociação. Os estudantes e os servidores sabem que o reitor tem se colocado na condição de inimigo dos dois segmentos e unificaram a luta. No próprio dia 10 haverá a primeira assembleia de greve e a formação do Comando de Greve”, disse o documento.

Procurada, a reitoria não se manifestou.

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