Serviços automotivos apresentam crescimento

Desde o início da pandemia pelo coronavírus diversos segmentos econômicos mostraram quedas bruscas nos índices de comercialização. Mas alguns desses setores já começaram a perceber um aumento nas comercializações de produtos e serviços, como é o caso dos serviços automotivos. Dados do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Rio de Janeiro (Sindirepa) apontam que desde março de 2020 as oficinas já percebem a demanda de crescimento de 80%, além de no comparativo de junho de 2019 com junho de 2020 a categoria percebeu aumento de 5% na quantidade de trabalho. No setor de venda de peças o panorama também exprime uma positividade com vendas com alta de 15% a 20% nas últimas semanas, quando comparado ao início do isolamento social.

Os números positivos também foram registrados de forma online através de um levantamento pelo aplicativo GetNinjas, que trata de contratação de serviços em todo o país. O aumento registrado pela plataforma foi de 89% na procura por serviços automotivos durante a pandemia. De acordo com nota entre os serviços mais solicitados da categoria estão: auto-elétrico (170,68%); funilaria automotiva (111%); higienização e polimento (68,22%); mecânica geral (23%); e insulfilm (6,67%).

Mas o presidente do Sindirepa, Celso Mattos, aponta que entre os serviços mais solicitados da categoria são auto-elétrico, mecânico e funilaria automotiva.

“O movimento de serviços realizados nas oficinas mecânicas tiveram dois momentos distintos, acreditamos ainda em um terceiro movimento pós pandemia. No primeiro momento, logo na primeira semana de quarentena os serviços tiveram quedas até 80%, com uma rápida retomada nas três semanas seguintes. Ao levarmos em consideração o início da quarentena, atualmente os serviços estão estabilizando no mesmo patamar observado em 2019. A pessoa que estava preparando para trocar de carro vai fazer manutenção do veículo e guardar o dinheiro. Não sabemos como vai ficar a economia para frente. Tenho boas perspectivas para o setor, não é uma questão de ser otimista e sim realista com os dados apresentados”, frisou.

O empresário do ramo de autopeças em São Gonçalo, Davi Fernandes, contou que as vendas, no início da pandemia, caíram 70% mas nas últimas semanas uma discreta retomada vem aquecendo o setor. Ele explicou que o aumento gira em torno de 15% a 20% e o que mais está sendo procurado são peças para reparos mecânicos.

“Estamos trabalhando com algumas restrições, com faixa de isolamento na frente da loja, funcionários de máscara e em sistema de rodízio. As pessoas estão consertando seus veículos e entendo que o vírus não acabou e ele é o mesmo de três meses atrás. Mas mesmo assim estamos percebendo esse aumento nas vendas”, ponderou.

Justamente isso que apontam os dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). De acordo com nota a entidade tem trabalhado em três eixos principais: flexibilização trabalhista para que sejam mantidos os empregos, na medida do possível; redução da tributação; e irrigação do sistema para que não haja quebra na cadeia de pagamentos.

“Não temos os instrumentos adequados para prever demandas. Precisaremos de um ou dois meses no Brasil para ter noção para onde a gente vai. Vamos precisar que volte as revendas que tenha sensação maior de segurança de normalidade mas temos que ver o cenário não está muito sólido e está baseado em uma curva de retomada que não é sólida”, finalizou Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças.

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