Sergio Zveiter muda de partido e faz planos para 2018

Wellington Serrano

Conforme a Coluna Painel revelou, depois de aceitar convite do senador Romário, presidente do Podemos no Rio de Janeiro, o deputado federal Sergio Zveiter ingressou em seu partido e confirmou para A TRIBUNA que será candidato a senador em 2018, quando haverá duas vagas na disputa.

A foto em que Zveiter aparece após assinar a filiação, ao lado dos senadores José Medeiros (MT) e Álvaro Dias (RJ) e da deputada federal Renata Abreu (SP), presidente nacional do partido, veio pelo Instagram de Romário, que postou: “… lhe recebemos de braços abertos e nos alegramos com a sua chegada. Sabemos que juntos Podemos mudar o Brasil. Conto contigo…”, diz no texto.

Zveiter disse que, no momento atual da política, só havia tido certeza de duas coisas: que iria sair do PMDB e que vai concorrer ao senado no ano que vem. Ele deixou o partido por ser favorável à investigação do presidente da República, Michel Temer. No Podemos, deverá ser candidato ao Senado na chapa com Romário, que disputará o governo do Rio de Janeiro.

“A minha filiação hoje ao Podemos é para continuar meu trabalho com independência na Câmara e ser candidato ao Senado em 2018”, disse o deputado.

Zveiter esteve no centro dos holofotes recentemente quando, como relator da denúncia de corrupção passiva do presidente Temer, encaminhou voto a favor, indo de encontro à indicação de seu partido na época, o PMDB, que exigia que seu relatório fosse contra a denúncia. Ele também é irmão do atual ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter.

Até o momento nenhum candidato se lançou oficialmente como ao Senado, mas os nomes que são citados incluem Martha Rocha (PDT), Carlos Bolsonaro (PSC), Alessandro Molon (REDE), Bernardinho (NOVO), Cesar Maia (DEM),Chico Alencar (PSOL), Leonardo Picciani (PMDB), Washington Quaquá (PT) e Eduardo Lopes (PRB).

ENTENDA – São três vagas para cada Estado no Senado. No Rio, duas vagas estarão em disputa na próxima eleição. Na seguinte, uma. Assim as eleições vão se renovando de quatro em quatro anos. Na última eleição para o Senado, em 2014, entrou somente o Romário, agora entram dois e os dois que estavam antes vão disputar a eleição, são eles: o senador Crivella, que é prefeito do Rio e que na sua suplência assumiu o Bispo Eduardo Lopes (PRB) e o senador Lindbergh, que também vai ter que disputar a cadeira.

FREIXO – Para vaga de Lindbergh haveria a possibilidade de ser disputada pelo deputado que concorreu à eleição de prefeito do Rio de janeiro, Marcelo Freixo, que segundo assessores, só será candidato a deputado federal para puxar novos candidatos e fortalecer o PSol. Segundo fontes, a intenção de Freixo é puxar cerca de seis candidatos do partido, mas com a votação do “distritão” talvez ele opte pelo Senado.
“Se o distritão for aprovado pensarei em me candidatar ao Senado, porque aí não conseguirei puxar ninguém para federal. Se não for aprovado, continuarei com o plano de concorrer como deputado federal para fortalecer o partido”, disse.

O que é o ‘distritão’?
Para que passe a valer para as eleições do ano que vem, a reforma política precisa ser aprovada até outubro, um ano antes do pleito. O texto do “distritão” ainda precisa ser aprovado em dois turnos por 308 deputados antes de seguir para o Senado.

O novo sistema determina que serão eleitos para o Legislativo os candidatos com mais votos em cada Estado, como ocorre hoje para a eleição de senadores e dos cargos do Executivo, como prefeitos, governadores e presidente. O modelo tem apoio do presidente Michel Temer, e foi defendido em 2015 pelo então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Lava Jato.

Hoje, funciona o modelo de sistema proporcional, em que os eleitos são definidos a partir da soma do número de votos de todos os candidatos e da legenda. O quociente eleitoral é resultado da divisão do número de votos pelo número de assentos a preencher. Essa norma favorece a eleição de candidatos com baixa votação e que são “puxados” por deputados que recebem grande números de votos, como Tiririca (PR-SP).

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