Serafini critica secretário de Educação por falta de transparência

O bolo que o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes (Sem partido), deu na audiência convocada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nessa semana, continua rendendo e provocou uma reação na bancada ligada à Educação na Assembleia. O deputado Flávio Serafini (PSol), que esteve nesta sexta-feira na redação de A TRIBUNA para falar entre outros assuntos referentes ao seu mandato, disse que redigiu requerimento de informações ao Ministério Público estadual, com questionamento sobre a falta do secretário de Estado de Educação e de seus representantes, pois a Lei de Responsabilidade Educacional obriga a apresentação deste relatório.

“Desde o começo do governo Witzel já foram feitos vários anúncios que não tiveram prosseguimento, tudo sem fundamento. No início do ano ele falou que faltavam 20 mil vagas nas escolas, depois nove mil e depois dois mil e até hoje não conseguiu explicar como fez para resolver uma diferença tão grande de vagas. Sempre dá desculpas inconsistentes, como a contratação de policiais militares da reserva, inspetores e porteiros para vigiar as escolas, o que também nunca aconteceu no ano letivo que já acabou”, repudiou Serafini.

O deputado criticou a postura do secretário Pedro Fernandes ao declinar dos embates. “O governo Witzel e a Secretaria de Educação não têm condições técnicas de sustentar nenhum debate sobre as matrículas, evasão, carência, aprovação e quais as medidas estão sendo tomadas para reverter esses quadros. O Pedro Fernandes gosta de fazer declarações nas redes sociais e depois não consegue sustentar”, lamentou.

Flavio Serafini disse que a falta de planejamento do secretário levanta suspeitas enquanto os gastos direcionados à iniciativa privada. “Como foi o caso dos voucheres de R$ 500 que os professores ganharam na Expo Armazém do Livro, na Barra da Tijuca, para comprar livros, mas que levantou suspeitas do faturamento de milhões sem licitações quando o dinheiro é centralizado”, criticou.

Entre vários assuntos do seu segundo mandato, Serafini também destacou sua luta em defesa dos servidores do Rio de Janeiro como membro da CPI do RioPrevidência. “Estamos ouvindo os representantes do Banco do Brasil, que vão apresentar as propostas de renegociação do contrato vigente. Mas, para garantir, iremos acionar o Ministério Público Federal (MPF) para suspender os pagamentos de acordos que causaram um forte prejuízo aos cofres do Rio de Janeiro. A cobrança de juros acima dos 15% é a mais alta praticada no Brasil”, realçou.

Ele também ressaltou a aprovação do seu projeto que institui a tarifa social, com passagem no valor de R$ 6,10, na linha de barcas Charitas-Praça XV, entre as cidades de Niterói e Rio de Janeiro como uma grande conquista, assim como o projeto, que estabelece parâmetros para a participação do Estado do Rio de Janeiro na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

O deputado ainda falou sobre suas propostas de emendas orçamentárias destinadas para Niterói. “Ao todo, são R$19,3 milhões distribuídos, principalmente, entre saúde, educação, moradia e meio ambiente”, afirmou.

Eleições 2020

Sobre a política e as próximas eleições, o pré-candidato do Psol à Prefeitura de Niterói disse que esperar contar com o apoio dos partidos de esquerda e avalia a indefinição sobre os nomes apresentados pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT) como positiva.

“Nas últimas pesquisas realizadas pelo meu partido Felipe Peixoto aparece com 15%, sigo em segundo lugar com 10% e tem o Axel Grael com 6%. Vamos buscar ainda a coligação com os partidos PCB e Unidade Popular e outros também que não estão satisfeitos com a agenda do prefeito junto ao governador Witzel”, concluiu.

Procurada, a Secretaria estadual de Educação não se manifestou até o fechamento desta edição. Sobre a prestação de contas da educação, pelas redes sociais, Pedro Fernandes disse que sua pasta ainda está fechando os dados do relatório com os indicadores de 2019 da rede pública estadual de educação básica e profissional e garante que o documento será encaminhado ao Palácio Tiradentes assim que estiver pronto e disse que haverá boas notícias, como a contratação de 14 mil novos professores.

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