Semana Nacional dos Museus começa com Seminário sobre Museu Antônio Parreiras

No mês de maio duas datas importantes para a cultura nacional são celebradas: o dia 18 é o Dia Internacional de Museus e também a 20ª Semana Nacional dos Museus, que esse ano cai entre os dias 16 e 22, e organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Como parte dessas celebrações está marcada para essa terça-feira, dia 17, às 14h o Seminário Museu Antônio Parreiras (MAP), 80 anos: trajetórias e perspectivas. O evento será na Escola de Museologia da Unirio e falará da importância desse equipamento cultural não só para a cidade de Niterói, onde está situado, mas para todo o país e que nesse ano completou 80 anos.O Seminário contará com palestras, debates e mesa redonda com vários especialistas quando o assunto é museu. A palestra “Um museu em movimento: as perspectivas do MAP” será ministrada por Douglas Fasolato, coordenador de Museus da Fundação, e Fátima Gonçalves, da diretora do MAP.

O museólogo Cícero Almeida (Unirio) também vai ter seu momento de fala com o tema “Musealizando a vida: o museu sonhado por Antonio Parreiras”. A relação do pintor com a natureza será o assunto da palestra “As paisagens de Antonio Parreiras entre os séculos XIX e XX “, ministrada por Ana Cavalcanti (UFRJ), pesquisadora e curadora de arte.

Marinha, 1905 circa. Óleo sobre tela. Foto de Márcio Assis – Cerne Sistemas

O nu feminino será outro tema de conversa abordado por Ivan de Sá (Unirio) que falará sobre “Algumas considerações sobre o nu feminino na obra de Antonio Parreiras”; em relação às telas sobre o tema premiadas na Europa. E o seminário termina com a apresentação do professor Fábio Cerdeira (UFRRJ) sobre “Conciliação entre arte e história na pintura de Antonio Parreiras”.

O Seminário será na Unirio, no prédio CCH, Auditório Paulo Freire, que fica na Av. Pasteur, 458 na Urca.

OBRAS

O MAP está fechado para restauração e modernização desde 2012 e em janeiro desse ano noticiamos que seriam realizadas as tão esperadas obras no museu, que fica no Ingá, na Zona Sul de Niterói. Mas questionada sobre atualizações sobre esses procedimentos, a assessoria de imprensa da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), responsável pela comunicação do MAP, não se manifestou sobre o assunto até o fechamento dessa edição.

Damnée, 1919. Óleo sobre tela. Foto de Márcio Assis – Cerne Sistemas

Em janeiro passado foi confirmado pelo presidente da Funarj, José Roberto Gifford, que as intervenções seriam em duas etapas com orçamento previsto de mais de R$ 7 milhões. Estava em finalização o Termo de Cooperação Técnica com a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), que ficaria responsável pela contratação das obras e projetos. Consiste a obra a restauração da residência e modernização dos serviços com inclusão de climatização e a construção do anexo com projeto executivo aprovado pelo Iphan, orçadas em R$ 5.136.619,56, com recursos próprios e que já estariam garantidos pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo seria desenvolvido o projeto executivo de restauro e modernização do Atelier e da Villa Olga. Além da reforma do jardim histórico. Gifford ainda frisou na ocasião que essa primeira parte teria previsão de conclusão daqui um ano e sobre a segunda parte do projeto, que tinha previsão para dois anos e custo estimado em cerca de R$ 2 milhões. Essa última etapa seria a execução do projeto dos outros dois prédios, situados na parte alta do terreno, os jardins e a acessibilidade.

A prisão de Tiradentes Paris – França (estudo), 1910. Óleo sobre tela. Foto de Diego Barino – Cerne Sistemas

HISTÓRIA DO MUSEU

O artista Antônio Parreiras nasceu em Niterói em 1860 e morreu em 1937. O museu em sua homenagem foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e inaugurado em 21 de janeiro de 1942, sediado na antiga residência da família do pintor. Foi o primeiro museu de arte do Estado do Rio de Janeiro e é o primeiro espaço brasileiro dedicado a um artista. Abriga o acervo Antônio Parreiras, coleção de arte brasileira dos séculos XIX e XX e coleção de arte estrangeira dos séculos XVI, XVII, XIX e XX. De acordo com o Governo do Estado a coleção forma um expressivo panorama temático ligado à pintura de paisagem, pintura de gênero, retratística, nus – em especial, femininos – e pintura histórica.

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