SEM VOTO IMPRESSO E SEM ELEIÇÃO PARA BOLSONARO

Após as pesquisas desfavoráveis ao governo e à sua própria candidatura, o presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar que “sem o voto impresso não haverá eleição”. Houve reação imediata e até deputados do “Centrão” defenderam a visibilidade do voto eletrônico.

O próprio presidente disse não ter provas mas indícios de fraudes em eleições passadas para, na quinta-feira, admitir em entrevista na Rádio Mundial, da Bahia, a possibilidade de não ser candidato à reeleição.

Relembrou  estar sem filiação, mas precisa estar num partido, indicando ter a tendência de se filiar ao Partido Progressista, o PP, presidido pelo líder do Centrão, agora ministro da Casa Civil, com quem tirado muitas fotos expressando euforia neste triste momento.

As especulações cresceram pois, antes, Bolsonaro disse não querer um partido sem o seu comando pessoal como aconteceu com o PSL.

Ninguém acredita que JMB confirme o seu recolhimento deixando a disputa presidencial ser travada entre Lula por Ciro, embora os dois já tenham merecido seu voto quando não queria a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. No primeiro turno votou em Ciro e no segundo em Lula, como ele próprio revelou.

Orçamento pode acomodar aumento do Bolsa Família, diz ministro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que é possível acomodar no Orçamento um valor mais elevado para o Bolsa Família. Segundo ele, até o momento, o programa está perfeitamente enquadrado dentro dos planos do ministério, da Lei de Responsabilidade Fiscal e do limite do teto. A intenção é que o valor do benefício chegue a R$ 300. Guedes ponderou, no entanto, que, para aumentar o valor, é preciso controlar gastos inesperados que costumam ocorrer em decisões dos Três Poderes da República.

“Até agora, a nossa ideia do Orçamento era essa e imprevistos sempre acontecem e terão que ser atacados diretamente. Estamos analisando e, pelas primeiras informações que estão chegando, é possível que a gente tenha que rever alguma coisa”, disse após participar na sede do Ministério da Economia, no Rio, do lançamento do projeto de remição de foro digital, com a apresentação do aplicativo SPUApp.

De acordo com o ministro, o que acontece normalmente é que os Poderes são independentes e todos têm capacidade de afetar os orçamentos, com decisões que não estavam previstas. Por isso, conforme explicou, a equipe econômica calcula previsões para eventuais gastos que estão fora da sua órbita de controle. “Há sempre gastos que vêm seja em questões do Judiciário, seja do Legislativo, ou às vezes até exigências do próprio governo mesmo, que quer fazer o Bolsa Família um pouco maior. Há sempre um sinal amarelo, que passa rapidamente para o vermelho”, disse.

O ministro voltou a falar que o Brasil precisa caminhar na direção da aplicação de mais vacinas contra a Covid-19 e a aprovação de reformas no Congresso. Ele destacou que, em poucos meses foram aprovadas medidas de interesse do Executivo como a autonomia do Banco Central, as leis do saneamento, do gás natural e de falências, a privatização dos Correios e a desestatização da Eletrobras.

A terceira via

Sobrou como suposição mais viável a possibilidade do senador – que cedeu sua cadeira para a própria mãe, no Senado – ser transformado pela mídia oficial como a descoberta de uma figura representativa da terceira via.

“Nem Lula, nem Ciro Gomes, Ciro Nogueira para presidente”- seria o lema do antiesquerdismo.

Os dois jatinhos do senador já estão habilitados para a missão de percorrer o Brasil.

Poderemos imitar os EUA e a família numérica dos Bolsonaros.

No inglesismo dominante no Brasil estará no ar o “Força Aérea B-2”.

O “Air Force One” (avião presidencial) fica com o Joe Biden e o FAB-2 é mais apropriado para a transição militar-civil.

Não haverá coligação para eleição de deputados

A tradicional miscelânea de partidos apresentarem, em chapas coligadas, candidatos de partidos com tendências opostas não vai existir na eleição do próximo ano. A proibição de coligações nas disputas legislativas vai provocar uma reorganização de quadros. Não haverá mais a situação de um candidato filiado a partido de esquerda figurar numa chapa que aceite a união com um partido de direita, ainda que este candidato, individualmente, tenha semelhança de posições e não possa sair do partido onde está filiado.

Isto está previsto na atual legislação e não deverá ser alterado mesmo estando no Senado o projeto de reforma eleitoral a ser submetido em agosto à Câmara Federal e que precisa ser transformado em lei até um ano antes das eleições.

Nesta reforma em andamento visando dar personalidade aos partidos, certamente será exigida a fidelidade do eleitor. Basta incluir uma emenda estabelecendo o “voto vinculado”, impedindo-o de votar para deputado estadual em candidato de um partido e num candidato a federal de outra agremiação, sob pena da não contagem do voto.

De tirano a herói

Está no anedotário fato real ocorrido com as invasões napoleônicas.

Um veículo de imprensa local classificava o imperador como ditador, tirânico, etc.

À medida do avanço do conquistador a referência ia mudando: invasor, conquistador, vitorioso e, finalmente: Napoleão, o libertador.

Num país sul-americano ocorreu o inverso. Autodenominado, mito, o vitorioso considerou-se o “deus das armas”, programou uma ditadura com ele à frente, atacou os Três Poderes, excluiu o palavreado “quem manda sou eu” e, à medida que o povo resolveu enfrentá-lo, baixou o tom e a pose atlética.

A mansidão passou a reinar na terra imaginária.

Catedral tem esperanças

O espaço sem fiéis nos templos afetou o volume de recursos materiais para a manutenção dos templos mas não abalou a fé.

Muito menos a esperança do arcebispo D. José Francisco em ver caminhando da terra para os céus, as obras da nova Catedral de Niterói.

Ele não está recolhido à casa, mas mantendo as atividades e até visitando os párocos da área que vai de Niterói a Armação de Búzios.

Sem poder tocar as obras da Catedral está cuidando de zelar pela área e avançar em algumas ações para uma breve arrancada na realização da obra.

Os fiéis, certamente, darão em dobro as contribuições diminuídas durante a fase de encolhimento dos donativos e de fervorosas orações.

Folga para os políticos

Na segunda-feira terminam os famosos recessos político e judiciário.

Mas o recesso político vai continuar com a predominância das torcidas em favor dos atletas olímpicos e das tropas de combate à Covid-19.

Há pouco espaço na mídia para o universo político, embora falte menos de um ano para a definição de todas as candidaturas em convenções partidárias.

Rodrigo fora de Niterói

Nestes seis meses de afastamento do cargo de prefeito, Rodrigo Neves não é visto em andanças ou amplas reuniões na cidade.

A sua candidatura a governador não está sendo comentada, por falta de contatos.

Não precisa. Está certo de ampla vitória na ex-capital e precisa se fazer presente, mantendo contatos e acordos políticos na capital e no interior, levando a imagem construída em Niterói, onde foi aprovado como exemplo de gestor.

Precisa voltar quando estiver pronta a necessária boa imagem de aceitação no restante do Estado.

Afinal de contas, o Palácio não está mais em Niterói. A sede do Governo é o Guanabara, lá do outro lado da Baía, que Jorge Roberto Silveira não soube atravessar quando, consagrado aqui, sonhou em ser governador.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três × 3 =