Sem verbas para pagar as contas, UFF pode ter luz cortada

Wellington Serrano –

A demora do governo federal no pagamento de cerca de R$ 17 milhões, o equivalente a um terço dos R$ 52,7 milhões contingenciados, pode deixar o campus da Universidade Federal Fluminense (UFF) sem luz e sem o pagamento das despesas de custeio. De acordo com a assessoria da instituição, a liberação de recursos do Ministério da Educação (MEC), que foi prometida para os próximos dias, pode não chegar a tempo. “Essa verba é fundamental para pagarmos energia, água, terceirizados, serviços contratados, etc”, informou no texto.

A liberação, que está prevista no relatório de receitas e despesas do quarto bimestre do governo federal, foi anunciada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, no início do mês. Em meados de agosto, o reitor da UFF, Antonio Claudio da Nóbrega, já havia anunciado, que, com uma dívida de R$ 80 milhões, a universidade estava sem verba.

Segundo informações, os cortes federais geraram um impacto de 31% nos R$ 170 milhões previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 da UFF e vem provocando uma série de problemas de manutenção e conservação, suspensão dos ramais telefônicos e demissão de funcionários terceirizados. Atividades acadêmicas, segundo a reitoria, também estão sendo impactadas, com a redução do transporte para trabalhos de campo na graduação por conta da interrupção de contratos.

Em 2017, a energia elétrica do prédio da reitoria da Universidade Federal Fluminense (UFF), chegou a ser cortada, por falta de pagamento. Na ocasião, a Enel Distribuição Rio, disse que a instituição tinha uma dívida que ultrapassava os R$ 15 milhões. Entre as unidades que estavam com as faturas em aberto com a companhia estava a reitoria, o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), a Faculdade de Engenharia, o campus do Gragoatá, a Faculdade de Odontologia, a Faculdade de Farmácia e a Faculdade de Direito.

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