Sem tomógrafo, pacientes do Azevedo Lima são levados para outras unidades

Raquel Morais –

Denúncias de pacientes e familiares apontam que o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, Zona Norte de Niterói, está sem tomógrafo há cerca de um mês. O aparelho, usado para diagnóstico de doenças, está passando por um processo de avaliação: conserto (reparo) ou aquisição de um equipamento novo. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que recebeu o orçamento para o reparo no valor de R$ 910 mil. E enquanto esse impasse não é definido, pacientes que precisam do exame estão sendo encaminhados para outras unidades de saúde.

Adalberto Caveari (3)

O Heal é referência em hospital em Niterói, atendendo demandas também de outros municípios, mas desde que o aparelho está ruim, dezenas de pacientes estão sendo transferidos para outros hospitais. O diretor da Policlínica Centrodador.com, Adalberto Caveari, explicou que faltar um tomógrafo em um hospital de grande porte é pior do que faltar um grande especialista na unidade. “Ele oferece uma identificação ao máximo perfeita de várias lesões, por exemplo. Praticamente hoje a grande maioria das doenças, principalmente as que precisam de intervenção cirúrgica, são dependentes do tomógrafo. É praticamente um raio-x de excelentes informações e o aparelho mais utilizado no mundo inteiro, já que trabalha para praticamente todas as especialidades. É um exame fundamental para decidir como, quando e onde intervir”, explicou o também membro da Sociedade Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque (SBTOC).

O filho de um paciente internado, que não quis se identificar, disse que o pai está recebendo todo o auxílio após a internação, mas era necessário esse exame mais detalhado. “Por sorte um médico conseguiu descobrir o problema dele e adequou o tratamento. Mas fico imaginando quem não consegue esperar pode morrer. E o ditado não falha: quem tem dor, tem pressa. Pagamos impostos e deveríamos ter um atendimento de excelência”, apontou.

A SES ressaltou que já vem providenciando a solução para os problemas técnicos do tomógrafo em questão. Nos últimos seis meses, já foram gastos R$ 500 mil em reparos neste mesmo aparelho. O valor de R$ 910 mil para conserto é superior ao valor de um novo tomógrafo, portanto, foi solicitada a revisão do orçamento à própria Organização Social e também ao fabricante (Phillips). Além disso, a SES já tem em andamento um processo de licitação para a aquisição de novos aparelhos para a rede. Com o retorno da OS e da empresa fabricante sobre a revisão do orçamento apresentado ontem, a SES avaliará qual opção representa maior economicidade de recursos – se o conserto do atual equipamento ou a substituição do mesmo.

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