Sem serviços básicos, UERJ funciona aos trancos e barrancos

Pedro Conforte –

As aulas foram oficialmente retomadas no dia 10 na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), porém a falta de serviços básicos vem dificultado o funcionamento regular. Por conta disso, a maior parte dos estudantes do campus de São Gonçalo continua de férias forçadas. Tomado pelo mato alto, o letreiro da universidade mal pode ser visto na entrada do campus. Professores continuam com salários atrasados e muitos alegam que estão com dificuldades para chegar às salas de aula, por não ter dinheiro para passagens ou combustível.

Logo na entrada do campus de São Gonçalo já se nota que o funcionamento é atípico. Além do mato alto, a limpeza dos prédios também está debilitada. Em um deles, uma faixa de “Estado de Greve” mostra que os professores ainda não tiveram seus salários regularizados.

“A gente vem sem saber se vai ter aula ou não. Às vezes o professor não vem e, em outras ocasiões, o professor vem, mas não tem sala, porque está trancada, já que os técnico-administrativos estão em greve e são eles os responsáveis por abrir as salas”, comentou o estudante Augusto Abreu, de 24 anos.

Em resposta, o Governo do Estado afirmou que toda a situação que está ocorrendo é consequência da crise financeira que o Estado está passando. Quanto aos pagamentos, a Uerj afirma que não são só seus servidores que estão com seus salários em atrasado, mas aposentados e pensionistas.

Após quase três meses de paralisação, o primeiro dia de aulas do 2º semestre de 2016 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi no dia 10 deste mês, mas os docentes decidiram continuar em estado de greve. Além dos salários de fevereiro, março e o 13º atrasados, os docentes reclamam da falta de infraestrutura e limpeza nas unidades.

Ao todo, a instituição tem 9,8 mil alunos cotistas e oito mil bolsistas, que ganham R$ 450 mensais. No início do mês, a reitoria da Uerj informou que algumas bolsas, como a Prociência, não vêm sendo pagas desde outubro de 2016. Por conta desse débito, muitos servidores e alunos não conseguem nem chegar à universidade por falta de recursos financeiros, inclusive para pagamento de transportes e de alimentação.

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