Sem segurança, sede do Ipem Niterói volta a ser alvo de criminosos

A sede do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro (Ipem), no Centro de Niterói, foi novamente furtada. Desde o início da pandemia do coronavírus o espaço está sendo depredado com furtos de equipamentos e até de itens como portas, freezer e escadas. No último final de semana foi vez de arrancarem as janelas e os padrões de volume e pesos. A primeira vez que o instituto foi alvo de criminosos foi em abril e a Polícia Federal informou em nota que não divulga informações sobre investigações em andamento.

Segundo funcionários que não quiseram se identificar, levaram os padrões de esfigmo, volume e balança. Alguns trabalhadores desconfiam que os roubos podem estar sendo encomendados por pessoas que conhecem o local.

“No primeiro roubo, entraram por uma portinhola nos fundos, onde existem quatro portinholas, sendo que duas delas dão pra uma sala fechada que estava vazia no pré medidos. Essas duas salas estavam vazias mas depois que entraram, arrombaram todas portas do Ipem. Todos os armários, mas numa incrível coincidência, duas portas não foram arrombadas, as duas que dariam para uma sala vazia. Será que sabiam que não tinha nada lá dentro, ou apenas deram sorte mesmo?”, indagou.

Outro funcionário contou que após quase dois meses depois do primeiro roubo (que aconteceu dia 25 de abril) as investigações estão muito lentas.

“Ainda não analisaram as impressões digitais? Nenhuma câmera de segurança flagrou uma pessoa ou um carro carregando uma escada de três metros de alumínio? Esconderam a escada de três metros no bolso pra não serem vistos? Roubaram um freezer, como carregaram isso de lá?”, indagou.

O primeiro arrombamento e furto aconteceu dias depois do contrato de uma empresa de segurança armada que era responsável pela vigilância no local não ter sido renovado. Denúncias apontam que o presidente alegou não ter dinheiro para renovar o contrato mas contratou, no período da pandemia do coronavírus, cinco funcionários de cargos comissionados. O espaço permanece até hoje sem vigilância e na época levaram computadores, painéis eletrônicos e até uma balança de precisão avaliada em R$ 9 mil.

No posto de Niterói vários serviços são oferecidos como verificação de taxímetros, regulação de bombas de combustíveis, controle de mercadoria acondicionada, aferição de balança de mercado e restaurante e até fiscalização dos tacógrafos de velocidade. O trabalho do Ipem está sendo feito em esquema de home office e a sede está fechada desde o período do isolamento social, o que deixa o espaço ainda mais fácil de ação de criminosos.

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) foi questionado sobre o assunto e informou que nenhum equipamento foi subtraído do local.
Todos os instrumentos usados pelo órgão delegado para a execução de suas atividades encontram-se resguardados na sede do Ipem, que é o responsável pela integridade dos equipamentos.
Destaca-se, porém, que a ocorrência foi devidamente registrada na Polícia Federal, em Niterói, que está investigando o caso.

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