Sem recursos, Estado não consegue trazer catamarã da China

Pedro Conforte

Há dois anos, o Governo do Estado anunciava, que até o final de 2015, todos sete catamarãs de fabricação chinesa estariam navegando na Baia de Guanabara, porém, 2016 está acabando e apenas três estão operando. A barca Copacabana já está pronta no estaleiro chinês, porém por atraso nos pagamentos, não há previsão para ela desembarcar no Rio de Janeiro. As outras três, continuam em construção. As barcas chinesas custam R$ 32 milhões cada para os cofres do Governo.

A última embarcação a entrar em operação foi a Itacoatiara, no final do mês de setembro. Depois que o Estado entrou em crise, o Governo havia dito que em janeiro deste ano a embarcação entraria em operação. Foram 10 meses de atraso. Ela só foi liberada agora porque o Estado efetuou o pagamento de 17 milhões à empresa chinesa responsável pela fabricação das embarcações, que estava em atraso.

Em relação ao catamarã Copacabana, apesar de estar pronto, não há data para chegar ao Brasil. Em nota a Secretaria de Transporte, afirmou que: “está buscando recursos para quitar as embarcações”. Além da embarcação Copacabana, que é a próxima a chegar, estão sendo produzidas a Parque da Cidade, Forte Santa Cruz e Arariboia que estão em diferentes fases de produção.

A previsão é que após a chegada dos sete catamarãs, a CCR Barcas – concessionária que administra o transporte aquaviário – terá capacidade dobrada de 12 mil pessoas por hora para 24 mil por hora, na travessia entre Praça VX-Praça Arariboia. Atualmente são cerca de 85 mil pessoas que fazem a travessia entre o Rio e Niterói diariamente, segundo dados da CCR Barcas. Com ar-condicionado, televisão, janelas panorâmicas, espaço para cadeirantes, bicicletários e 18 banheiros as novas barcas tem capacidade para transportar 2 mil pessoas por viagem.

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