Sem kit intubação, Rio de Janeiro suspende cirurgia eletivas e veterinárias

Sem os medicamentos necessários para fazer a intubação os hospitais municipais, estaduais e federais do Rio de Janeiro vão remanejar suprimentos de clínicas veterinárias para atender os pacientes internados com Covid-19. A previsão é de que os estoques de intrabloqueadores neuromusculares e sedativos usados durem apenas mais três dias. Diante desse quadro, a Secretaria Municipal de Saúde já tem feito remanejamento de insumos conforme a necessidade das unidades de saúde.

O secretário de Saúde Daniel Soranz, afirmou que todo o material disponível tem sido utilizado nas unidades com alto atendimento da Covid-19 ou de outras doenças com necessidade de intubação, com a colaboração das redes SUS e da rede privada para a manutenção dos insumos estratégicos, incluindo o remanejamento de insumos que eram do Centro de Controle de Zoonoses.

“Todas as cirurgias eletivas estão suspensas na cidade do Rio de Janeiro. Isso inclui as cirurgias no Centro de Veterinária. Não faz o menor sentido continuar consumindo itens essenciais para intubação para a saúde humana nas unidades veterinárias, então, a gente está utilizando todo esse material relativo a sedativos e intrabloqueadores neuromusculares nas unidades em que tem um alto atendimento de pessoas com covid ou outras doenças que são necessárias a intubação”, explicou.

Ainda de acordo com Soranz, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garantiu um carregamento de medicamentos importados para esta semana. Hoje, o município recebeu bloqueadores neuromusculares e sedativos, insumos estratégicos para manter o abastecimento ao longo dos próximos dias.

“O Ministério da Saúde centralizou a compra e vem distribuindo através do governo do estado, responsável pela logística da distribuição para as unidades municipais, federais e universitárias e também para o remanejamento da rede privada. A gente insiste que nenhum hospital deve ter estoques muito longos para não falar em nenhum outro para que a gente possa fazer o remanejamento e manter a rede abastecida”, disse.

Ministério da Saúde começa distribuir kits de intubação

Para tentar sanar a deficiência dos estoques e evitar que o quadro se repita em outras cidades, um consórcio de empresas formado por Petrobras, Vale, Engie, Itaú Unibanco, Klabin e Raízen comprou mais 2,3 milhões de medicamentos do chamado kit intubação e outros insumos de uma fornecedora chinesa para ajudar no socorro aos estados na linha de frente de combate a Covid-19. O material foi doado ao Ministério da Saúde nesta sexta-feira (16) que fará a distribuição de imediato.

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os hospitais do SUS são os primeiros da lista a receber os kits. São eles que definem o consumo médio mensal e os seus estoques aos estados – informações essenciais para orientar, na ponta, os critérios de divisão dos lotes de medicamentos. A ação vai reforçar a assistência ao Sistema Único de Saúde (SUS) e os cuidados aos pacientes em todo o país.

“A obrigação de adquirir esses medicamentos é de estados e municípios. Todavia, estamos em uma emergência pública internacional e nós temos que tomar as providências necessárias para assegurar o abastecimento em todo o país, principalmente em municípios menores que não têm condições de compra”, afirmou.

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