Sede dos escoteiros da Ilha de Boa Viagem passará por restauração

Wellington Serrano –

A Prefeitura de Niterói fez no último dia 14 de maio uma licitação para a escolha da empresa que vai reformular o projeto de reestruturação da sede dos escoteiros, da Capela Nossa Senhora da Boa Viagem e do fortim na Ilha da Boa Viagem. A elaboração do projeto será no valor de R$ 293.776 e deve ser concluída em 4 meses. Segundo o poder público, não há detalhamento do projeto porque a empresa ainda não foi contratada.

O local, no início de 2016, foi reaberto para visitação e atraiu centenas de visitantes. Após passar por obras de restauração, a ponte que dá acesso à ilha e à Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem foi novamente inaugurada e os turistas puderam conhecer um dos atrativos mais belos da cidade. A reestruturação foi graças a parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com o apoio do Grupo de Escoteiros Guardiões do Mar. A Prefeitura de Niterói investiu cerca de R$ 1 milhão em obras de recuperação do local, na época.

A licitação foi realizada por meio de tomada de preços, às 11h, na sede da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa). A prefeitura anunciou a contratação de serviços de elaboração do projeto executivo da obra e do orçamento e planejamento da reforma para restauração da sede dos escoteiros, da Capela Nossa Senhora da Boa Viagem e do fortim na Ilha da Boa Viagem. A Prefeitura não disse quais empresas seguem interessadas e aguardam resposta da proposta com o preço final, uma vez que não há possibilidade de alteração durante a realização dos trabalhos. O prazo para início das obras ainda não foi estipulado.

Patrimônio
A Ilha de Boa Viagem, marco natural e histórico de Niterói, está situada na costa leste da Baía da Guanabara, ligando-se ao continente por uma ponte de concreto. O acesso à ilha se dá por um portão que conduz à escadaria de granito, pela qual se chega ao conjunto das edificações históricas. Fazem parte da área, a Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem e as ruínas de um forte que fazia parte do sistema defensivo da Baía de Guanabara. Apesar de algumas controvérsias quanto à data de sua construção, os registros históricos apontam para o ano de 1702, quando o então capitão-governador Luís César de Menezes tomou a iniciativa de estabelecer uma posição fortificada na Boa Viagem.

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