Sede do Ipem Niterói é invadida e furtada

A Polícia Federal está investigando um arrombamento e furto no Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro (Ipem-RJ) de Niterói, no Centro da cidade, na última sexta-feira (24). A ação de vandalismo aconteceu dias depois do contrato de uma empresa de segurança armada, que fazia vigilância no local 24h, não ter sido renovado pela atual gestão. Funcionários que trabalham no local contam que a direção afirmou não ter dinheiro para renovação do serviço, mas contratou, no período da pandemia do coronavírus, cinco funcionários de cargos comissionados.

Segundo funcionários que não quiseram se identificar, o crime aconteceu logo após o vencimento do contrato com a empresa de segurança. O espaço ficou sem a vigilância e em poucos dias, na sexta-feira, teve as janelas quebradas e portas arrombadas. Foram levados computadores, painéis eletrônicos e até uma balança de precisão avaliada em R$ 9 mil. Além disso os invasores reviraram várias salas da unidade.

No posto de Niterói vários serviços são oferecidos como verificação de taxímetros, regulação de bombas de combustíveis, controle de mercadoria acondicionada, aferição de balança de mercado e restaurante e até fiscalização dos tacógrafos de velocidade. O instituto também não conta com um circuito interno de vídeo, o que provavelmente vai dificultar as investigações. Funcionários informaram que a investigação está sendo feita pela Polícia Federal, já que os itens furtados são de patrimônio doInstituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia(Inmetro). O Instituto explicou que as medidas administrativas estão sendo tomadas junto ao Ipem-RJ e aos órgãos de segurança pública para levantamento dos bens subtraídos do local.

O trabalho do Ipem Niterói está sendo feito em esquema de home office e a sede está fechada desde o período do isolamento social, o que deixa o espaço ainda mais fácil de ação de criminosos. A 76ª DP (Centro) e a Polícia Federal foram questionadas sobre o caso mas até o fechamento dessa edição não se manifestaram. O Ipem-RJ também foi procurado pela reportagem de A TRIBUNA mas também não se posicionou sobre o assunto até o fechamento desta edição.

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