Secretário faz petição para manter idade mínima do idoso em 60 anos

Uma petição pública online, criada nesta segunda-feira (13), colhe assinaturas para tentar anular a alteração da idade mínima do Idoso de 60 para 65 anos, conforme Projeto de Lei 5383/2019, que tramita na Câmara dos Deputados.

A petição já no primeiro dia, contavata com mais de 100 assinaturas e tem como lema: “Diga não a alteração da idade mínima do idoso de 60 para 65 anos”. No site da petição, há uma apresentação sobre o motivo da rejeição ao projeto.

“Todo brasileiro trabalhou pelo menos 40 anos até chegar aos 60 anos de idade e deveria colher os frutos da sua aposentadoria, com seus direitos constitucionais garantidos, no entanto, o Congresso Nacional está impondo aos Idosos, mais este golpe. Temos mais de 33 milhões de Idosos no Brasil, cerca de 14,4% da população brasileira, que não tem representação governamental e estão pagando com sangue a irresponsabilidade de vários governos, com um imposto caro e um benefício medíocre, que não custeia a sua sobrevivência, tais como: saúde, alimentação, moradia, cultura, esporte, lazer, cidadania, dignidade e respeito”, justifica a página da petição.

O secretário municipal do Idoso, Beto Saad, faz críticas ao projeto. “Idoso merece respeito e dignidade, assine a petição pública e compartilhe. Vamos defender quem contribuiu para desenvolvimento do Brasil. São 33 milhões de idosos que não são respeitados”, lamentou.

Além disso, o secretário disse que o idoso que conseguiu ter o privilégio de alcançar aos 60 anos, terá em média mais uns 10 à 15 anos para usufruir de sua aposentadoria. “Como está previsto no artigo 3º do Estatuto do Idoso, no entanto, com a saúde comprometida, a aposentadoria insuficiente, estão criando no Brasil, um corredor de extermínio de Idosos”, criticou.

Segundo ele, várias profissões exigem muito da saúde do trabalhador, e não poderiam jamais serem equiparados, desconsiderando o princípio da igualdade e isonomia no direito brasileiro. “Vamos à luta em defesa dos idosos que construíram o brasil, pois merecem respeito e dignidade”, concluiu o secretário.

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