Pedro Fernandes é preso em operação. Filha de Roberto Jefferson é procurada

Uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil, que investiga contratos de assistência social de uma fundação, prendeu, na manhã de hoje, o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes. A operação, denominada Catarata (segunda fase), prendeu ainda mais três pessoas, e realiza buscas para localizar a ex-deputada federal Cristiane Brasil, filha do ex-deputado federal Roberto Jefferson. A ação investiga contratos da fundação que foi vinculada a Pedro Fernandes, e da Prefeitura do Rio.

De acordo com o MP, foram detectadas ainda irregularidades cometidas durante a gestão de Pedro, na Secretaria Estadual de Tecnologia e Desenvolvimento Social, antes de assumir a pasta da Educação, a convite de Wilson Witzel. Pedro tem 37 anos, e no momento da prisão, em sua residência, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, apresentou atestado que havia testado positivo para Covid-19, e por isso passou a cumprir prisão domiciliar. Ele ocupa o cargo de secretário estadual de Educação desde janeiro de 2019.

Foi candidato ao governo do estado nas últimas eleições, mas foi derrotado no primeiro turno e apoiou Witzel, no segundo turno. Cristiane Brasil tem 46 anos e é advogada, e já ocupou o cargo de vereadora no Rio e deputada federal. Ela é filha do também ex-deputado federal Roberto Jefferson, que foi cassado. Cristiane ocupou o cargo de secretária Extraordinária da Terceira Idade e secretária Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, na Prefeitura do Rio.

Em janeiro de 2018, foi nomeada pelo então presidente Michel Temer para o cargo de ministra do Trabalho, mas teve a posse suspensa para então presidente do Supremo Tribunal federal (STF), Carmen Lúcia. Também foram presos: Flávio Salomão Chadub, empresário; Mário Jamil Chadub, ex-delegado e pai de Flávio; e João Marcos Borges Mattos, ex-diretor de administração financeira da Fundação Leão XIII.

Cristiane se defende das acusações

Em nota, Cristiane afirmou que a denúncia é “uma tentativa clara de perseguição política”.”Tiveram oito anos para investigar essa denúncia sem fundamento, feita em 2012 contra mim, e não fizeram pois não quiseram”, disse. “Mas aparecem agora que sou pré-candidata a prefeita numa tentativa clara de me perseguir politicamente, a mim e ao meu pai.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três × dois =